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"Cancro da mama vai continuar a aumentar"

20 de Junho 2010
Todos osanos, aparecem em Portugal cerca de 4500 novos casos, o que dá uma média de 11 por dia.

Os números são alarmantes. Há cada vez mais mulheres no País com tumores malignos nos seios e atendência é para que a taxa de incidência dispare nos próximos anos. O cancroda mama tem aumentado em Portugal e vai continuar a aumentar , revela opresidente da Direcção Nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) àMaria.

Para Carlos Oliveira, este facto tem urna explicação muito simples:Portugal está a envelhecer e o cancro da mama é uma doença oncológica típicados países desenvolvidos, como, por exemplo, os nórdicos. Portugal também se insere nesse grupo. Temos, cadavez mais, uma população envelhecida e, como se sabe, dois terços dos casos aparecem depois da menopausa. Esta é uma situaçãototalmente diferente daquela que se regista, por exemplo, no continenteafricano, adianta o especialista, frisando que aí há outros tipos de cancro mais frequentes.

A população feminina em Portugal ronda oscinco milhôes, sendo que aparecem cerca de 4500 novos casos
que dá uma média de 11 por dia. Carlos Oliveira adiantaque em cada 100 mil mulheres portuguesas, 70 sofrem da doença, que mata quatropor dia. Um número, refere o clínico, que tende a aumentar. Noutros paísesregistam-se entre 80 e 100 novos casos por cada 100 mli mulheres. Em Portugalainda não
se atingiram esses valores, mas a tendência é, infelizmente,que os números aumentem.

Um tumor maligno consiste num grupo de células alteradas (neoplásicas), que podem invadir os tecidos vizinhos edisseminar-se (metastizar) para outros órgãos e desenvolvem-se nas células dotecido mamário. Também pode afectar os homens, embora seja mais raro. A mamafeminina é formada por múltiplos lóbulos (unidades produtoras de leite), ductos(canais que ligam os lóbulos ao mamilo) e estroma (tecido adiposo e conjuntivoque rodela e suporta os ductos, lóbulos e vasos linfáticos). O cancro da mama apresenta-se, muitas vezes, como uma massa dura eirregular, que, quando palpada, diferencia-se do resto da mama.

Rastreio é a chave do problema
Para combater a doença, o rastreio é fundamental, já que, se for diagnosticado precocemente, o cancro da mama tem mais hipóteses de sercurado não se alastra para outras partes do corpo, favorecendo o prognóstico, recuperação e reabilitação. O presidente da LPCC diz que esta é a chave do problema, porque ainda não existe uma vacina, comoacontece no caso do cancro do colo do útero. O clínico adianta que só emLisboa ainda não existem campanhas de rastreio , porque é mais difícilrealizá-las nas grandes cidades. No Porto já são feitas, mas a assiduidaderonda os dez por cento, quando deveria ser de 30, 35 pontos percentuais. Oideal seria que em cada 100 mulheres registadas para o rastreio 60 aparecessem.

O especialista alerta para a importância da mamografia serfeita a partir dos 35 anos, isto quando pedida pelos médicos. Até porque servede referência para os próximos exames. Quando questionado sobre se haveria cada vez mais mulheres atirar os selos como medida de prevenção, Carlos Oliveira édaró:Não é verdade. O responsável explica que tal apenas pode acontecer em casosespecíficos, como situações hereditárias apenas dez por cento de todos os tiposde de cancro de mama ou depois da pessoa já ter tido outro seio afectado -neste caso, após pedido explícito da paciente.

Por Maria a 15 de Novembro 2015

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