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Cancro do fígado pode aumentar 70 por cento até 2015

13 de Maio 2010

O número de casos de cancro do fígado poderá aumentar 70 por cento até final de 2015, prevê a Sociedade Portuguesa de Hepatologia (SPH), que defende por isso uma maior sensibilização nacional para as doenças hepáticas, sobretudo a alcoólica.

«Cada vez há mais doenças e não se tem conseguido que o número de doentes diminua», disse à agência Lusa a presidente da SPH, Estela Monteiro.

Segundo a mesma responsável, o crescente número de doentes hepáticos, em especial aqueles em que a doença está avançada por falta de diagnóstico atempado, «faz pensar que, daqui a uns cinco ou 10 anos, vai aumentar» o número de casos de cancro no fígado.

«Temos de lutar muito» por uma maior «sensibilização e esclarecimento» da sociedade portuguesa, argumentou, frisando: «Se pensássemos um bocadinho mais nestas doenças, poderíamos reduzir os custos aí nuns 50 por cento, não só os económicos, mas também os humanos».

A presidente da SPH falava à Lusa a propósito do 3.º Congresso Português de Hepatologia, com cerca de 300 inscritos e que decorre, entre sexta-feira e sábado, em Évora.

O encontro vai abordar temas «que têm grande peso na saúde pública», como «o consumo excessivo de álcool, as hepatites, a coinfeção, o carcinoma hepatocelular» e outras doenças do fígado menos frequentes, com as quais os especialistas «se confrontam e que, se forem diagnosticadas precocemente, podem ser tratadas e curadas».

Estela Monteiro realçou que, em Portugal, a doença hepática «mais frequente» é a «alcoólica», realçando que se estima que existam no país «dois a três milhões de alcoólicos», contabilizando «os dependentes», mas também «os bebedores excessivos».

«Dois terços das doenças hepáticas crónicas em Portugal são alcoólicas.O que acontece muitas vezes é que não é só o álcool. Têm álcool e vírus [da hepatite] C ou álcool e vírus B, o que agrava» a doença, fazendo com que evolua «mais rapidamente para cirrose hepática», frisou.

E, argumentou, «há muita gente que tem cirrose hepática e nem sabe. Às vezes, a primeira manifestação» da doença é ficar «de repente amarelo» e ir «para o hospital», onde lhe é feito o diagnóstico.

Por TVI24 a 15 de Novembro 2015

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