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Carlos Oliveira acredita que "cancro não é igual a certidão de óbito"

20 de Junho 2010
O «cancronão é igual a certidão de óbito», afirma Carlos Oliveira,presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), numa entrevista que podeser ouvida no programa “Dois Dedos de Conversa”, que é transmitido hoje, entreas 12h00 e as 13h00, na Rádio Regional do Centro (96.2 FM).

Aos microfones da RRC, numa entrevista gravada nasinstalações da Góis Joalheiro, na Solum, o responsável da LPCC lembrou quecerca de 10 por cento dos cancros podem ser tumores hereditários, e osrestantes estão associados a causas ainda não completamente conhecidas pelamedicina, pelo que qualquer pessoa se pode ver confrontada com esta doença.

Carlos Oliveira referiu que os tumores hereditários sãoaqueles que se manifestam nas pessoas mais jovens, pelo que sublinhou aimportância de adoptar uma atitude preventiva em relação a esta doença, emparticular no que diz respeito ao cancro da mama e do ovário. «Não há ummedicamento que se possa dar para evitar um cancro», disse, destacando aimportância dos rastreios para detectar os tumores numa fase muito inicial, oque permitirá que o tratamento seja eficaz. «Essa é que é a nossa grande hipótese de curar», frisou.

O presidente da LPCC explicou que a possibilidade desobrevivência depende, sobretudo, do tipo de cancro e da fase em que é detectado.Acrescentou que no que respeita às doenças de foro oncológico, o cancro dopulmão continua a ser preocupante, com uma taxa de mortalidade de 90 por cento.Já o cancro da mama tem uma possibilidade de cura na ordem dos 70 ou 80 porcento, o mesmo se aplicando ao do colo do útero que também tem uma percentagemelevada de tratamentos bem sucedidos.

Carlos Oliveira acredita que, actualmente, «cancro não éigual a certidão de óbito». Segundo o especialista, o progresso da medicinapermite abordar o cancro e transformá-lo numa doença crónica, por forma aprolongar ao máximo a vida do doente oncológico. O responsável da LPCC sublinhaainda a preocupação com o melanoma maligno, sobretudo por se tratar de umcancro com elevado índice de mortalidade e com maior prevalência em pessoas depele clara, devido à exposição às radiações ultravioletas. A exposição ao sole, também, os solários, merecem neste contexto uma advertência especial, sendoaconselhável nas idas à praia usar sempre um protector solar forte e evitar aexposição solar entre as 11h30 e as 14h00.

Em 2011 aLiga Portuguesa Contra o Cancro irá comemorar 70 anos, sendo uma das maisantigas organizações do género a nível mundial. Associação privada, declaradade interesse público, promove a prevenção primária e secundária do cancro, oapoio social e a humanização da assistência ao doente oncológico, bem como aformação e investigação em oncologia. O rastreio do cancro da mama é uma dassuas principais actividades.
Por Diário de Coimbra a 15 de Novembro 2015

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