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Cem novos casos de cancro da mama

10 de Julho 2010
Anualmente, estão a ser rastreadas, na Madeira, ao cancro da mama, entre oito a nove mil mulheres com idades entre os 45 e os 69 anos e que não tenham sintomas nem sinais da doença. Destas, entre cem a 110 possuemcancro da mama.

Este é o tipo de cancro mais frequente nas mulheres e ainda não se conseguiu, no Mundo, fazer descer a incidência.

Os cientistas andam muito preocupados com a situação e a UE recomenda que se propunham programas sistematizados ao encontro das mulheres que já estão na idade de pertencer a um programa de rastreio.

É isso que a Madeira tem vindo a fazer já lá vão mais de dez anos., conforme nos adianta o médico Carlos Andrade, que exerce funções na Unidade de Rastreio do Cancro da Mama localizada na Rua do Frigorífico.

A Região dispõe de uma unidade fixa para o concelho do Funchal (que abrange metade da população). Por outro lado, há um equipamento montado numa unidade móvel que percorre outros dez concelhos.

Ontem, o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, presidiu à cerimónia de entrega de uma nova unidade móvel de rastreio do cancro da mama, no valor de mais de 401 mil euros.

Segundo Carlos Andrade, médico radiologista, surgiu um patrocinador que ajudou, com 40 mil euros, a constituir uma nova unidade móvel o que constitui uma grande importância. Isto tendo em conta que «qualquer avaria, qualquer falha de recursos técnicos, faz com que tenhamos dificuldade em cumprir o nosso programa», explica, em declarações prestadas ao JORNAL da MADEIRA médico radiologista.

O programa de rastreio, conforme adianta este médico, obedece a uma metodologia. E dentro dessa metodologia, um dos parâmetros é percorrermos os concelhos todos no período dos exames. Ora mais uma unidade móvel «dá mais facilidade, mais garantia de que vamos tentar cobrir todos os municípios no intervalo de dois anos que aquilo que está dentro do método.
Carlos Andrade aproveita a ocasião para tirar algumas dúvidas que ainda subsistem. Segundo aquele médico há confusão muito grande entre o exame de mamografia de rastreio e o exame de rotina de mamografia.
Isso, segundo adianta, «é uma grande confusão nas mulheres, no público em geral e até nos profissionais de saúde».
O médico diz que estes exames são parecidos (são feitos em mulheres que não têm queixas) e a intenção é semelhante.
Contudo, têm uma grande diferença, conforme esclarece Carlos Andrade.

Exame e rastreio são diferentes


É que no rastreio, não implica observar a mulher pela parte do médico. Já no exame de rotina, a mulher sem sintomas e sem queixas é observada.
Essa diferença «faz com quando se organiza um rastreio de comunidade- que como é como o nosso- já não dependa da vontade do médico assistente», adianta. Ou seja, há um calendário que é feito freguesia a freguesia, concelho a concelho, «independentemente das queixas que a doente possa ter». Se aparecer queixas no intervalo dos dois anos, o médico assistente deve pedir a mamografia de diagnóstico. Quando «elas vão à consulta por outra razão, o médico assistente pode pedir o exame de rotina», afirma.

Isso vai fazer com que exista uma mamografia, como no rastreio, mas em que o médico vai observar a doente e pode até fazer um relatório, dizendo o que vê de benigno e, às vezes, de maligno.

«No rastreio, não é possível o médico radiologista elaborar um relatório», esclarece Carlos Andrade.

Nunca baixar os braços

«Assim, se a mulher tiver quistos sebáceos ou quistos líquidos, isso não colocamos no relatório», adianta o médico. Carlos Andrade fala da importância do rastreio ao cancro da mama, uma vez que os tratamentos são cada vez mais eficazes e cerca de 90 por cento dos casos de tumores malignos têm cura.
A esperança para o combate a esta doença é, por isso, cada vez maior, sendo que nenhuma mulher deve baixar os braços.

Refira-se que o cancro da mama não aparece apenas nas mulheres. Embora mais raro, este problema de saúde também afecta alguns homens, sendo que torna-se maisdifícil a sua cura no sexo masculino.
Por Jornal da Madeira a 15 de Novembro 2015

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