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Cerealis cozinha mega aletria de Natal

29 de Novembro 2010
Neste final de ano, a Cerealis vai meter as mãos na massa e lançar-se em dois novos desafios, um a vencer em dezembro, para inscrever o nome da Milaneza no "Guinness", com a maior aletria do mundo, outro a concretizar até 2015, para manter o ritmo de crescimento, com um investimento de €20 milhões.

No curto prazo, as atenções da empresa estão concentradas na operação 'Alegria com Aletria', uma iniciativa que combina marketing, culinária e solidariedade social para transformar 45 quilos de massa Capellini seca (aletria) em 250 quilos de doce.

Mas se a aletria é um produto de consumo regional e sazonal, concentrado no Norte e no Natal, em que a Milaneza tem uma quota de mercado superior a 70%, porque foi escolhida pela empresa para o recorde a bater a 10 de dezembro? "O nosso objetivo foi montar um programa de trabalho em equipa para promover uma ação de responsabilidade social, ligada ao Natal e capaz de unir emocionalmente as pessoas", explica Graça Amorim, administradora que lidera o grupo de 13 diretores da Cerealis responsáveis pela iniciativa.

"Aliás, a aletria em forma de ninhos, como é feita em Portugal, é quase única na Europa e obriga até a uma cadência de produção lenta e pouco rentável", sublinha. Anualmente, a Cerealis produz 400 toneladas desta massa, com um consumo estável e exportações limitadas a zonas de emigração portuguesa e à comunidade muçulmana em Moçambique, que também consome o doce no Ramadão.

Este ano, o consumo talvez aumente um pouco, por conta da festa da aletria, durante a qual haverá trabalhadores da Cerealis a recolher fundos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Ao projeto, associam-se 25 restaurantes que incluem a sobremesa no seu menu, até aos Reis, a 6 janeiro, para doar à Liga um euro por cada dose vendida.

O programa de dia 10 contempla atividades paralelas e uma exposição sobre a história da aletria, com referências às origens árabes do nome (al itriyya) e ao seu primeiro registo em Portugal, no livro de cozinha da Infanta D. Maria.

Na produção da mega-aletria, junto à estação de metro da Trindade, no Porto, todos os números são grandes, à medida da exigência do livro dos recordes. Na cozinha, montada numa tenda de 500 metros quadrados, o chefe Manuel Almeida vai juntar à massa 150 litros de leite, 15 quilos de manteiga, 60 kg de açúcar, 21 kg de gemas líquidas, 20 kg de limão, 10 kg de sal e muita canela. Há, ainda, a travessa de oito metros de comprimento e 2,5 metros de largura, construída para o evento no reboque de um camião TIR.

Ordem para investir


Mas a dimensão não assusta este grupo (marcas Milaneza, Nacional, Harmonia, Napolitana, Concordia e Familiar Amiga) pronto a iniciar em 2011 um novo ciclo de investimentos de ¤20 milhões, dominado pela remodelação e ampliação das linhas de produção de massas e cereais de pequeno almoço, na Maia e na Trofa.

Para a Cerealis, que tem em curso um programa de investimentos de €150 milhões desde 1995, este é, apenas, mais um sinal de que continua empenhada em crescer, diversificar negócios e reforçar a sua posição na Península Ibérica, onde já tem a maior fábrica de massas, com uma capacidade de produção de 400 toneladas, equivalente a um milhão de embalagens em 24 horas.

Com 611 trabalhadores, o grupo tem vendas de €165 milhões, 10% das quais nas exportações, dominadas pelo esparguete, para a diáspora portuguesa, África, Líbia, Cuba, Singapura e Venezuela. Líder nacional nas massas, produtos refrigerados, farinhas industriais e farinhas culinárias, a Cerealis tem quotas de 5% do mercado de bolachas e de 20% nos cereais de pequeno-almoço.
Por Expresso Online a 15 de Novembro 2015

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