Clipping

Voltar

Falta de apoios para a investigação oncológica em Portugal

17 de Novembro 2010
No Dia Mundial da Pesquisa do Cancro, que se comemora amanhã, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) recorda a importância da investigação contínua na área oncológica, que tem permitido muitos progressos na prevenção, diagnóstico e tratamento do cancro. Contudo, ainda são necessários recursos, sobretudo, financeiros, para desenvolver estudos mais completos e eficazes.

"É cada vez mais importante serem delineadas estratégias por parte dos decisores políticos de forma a travar uma patologia que provoca centenas de mortes prematuras. Assistimos a um aumento dos casos de cancro e das mortes. A investigação pode ajudar a diminuir as estatísticas da mortalidade”, apela Carlos de Oliveira, presidente da LPCC.
A investigação oncológica tem permitido enormes progressos na prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. A instituição tem apoiado centros nacionais de investigação científica, quer através de patrocínios, quer disponibilizando bolsas que permitam o desenvolvimento de projectos com aplicação clínica.

Só para este ano disponibiliza 292.500 euros para investigação e 65 mil euros para formação de profissionais de saúde. A LPCC criou uma bolsa de investigação clínica e/ou epidemiológica na área de oncologia, no valor de cinco mil euros, que será atribuída anualmente, com possibilidade de renovação por mais um ano. Podem concorrer cidadãos portugueses com idade até 35 anos, licenciados por universidades nacionais e internacionais reconhecidas e cuja actividade no âmbito da oncologia esteja ligada a instituições nacionais. As candidaturas estão abertas até 31 de Dezembro de 2010.

O Plano Nacional de Saúde 2004-2010 considera as doenças oncológicas como uma prioridade na saúde. Actualmente, o cancro é a segunda maior causa de morte em Portugal a seguir às doenças cardiovasculares. Os planos oncológicos são essenciais para melhorar a qualidade dos tratamentos, intensificar os rastreios e a investigação. Um terço dos casos pode ser evitado através da prevenção, sendo o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo e o álcool os principais factores de risco.
Por Ciência Hoje a 15 de Novembro 2015

Voltar
Apoios & Parcerias