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Fundação Champalimaud traz a Portugal Nobel da Medicina: Cancros são curáveis

05 de Novembro 2009
O cientista americano James Watson, galardoado com o Prémio Nobel da Fisiologia/Medicina em 1962, dá uma redobrada esperança aos doentes de todo o Mundo que sofrem de uma doença oncológica ao defender que é possível, e necessário, curar o cancro imediatamente.
Watson, que preside ao comité científico da Fundação Champalimaud, instituição vocacionada para a investigação e combate ao cancro, considera que já há conhecimentos científicos profundos sobre o cancro, pelo que, aliado ao facto de a comunidade médica dispor de terapêuticas eficazes, é possível atacar o cancro no imediato e debelá-lo. Um estudo recente revela que a despesa em Portugal para tratar o cancro é bastante inferior à média da União Europeia, ou seja, os custos directos com a doença são de 52 euros per capita, enquanto os europeus gastam 125 euros.O cientista profere amanhã uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, ‘Curar o Cancro hoje, não amanhã’, onde irá defender a sua teoria científica.Fonte próxima do cientista salienta ao CM: "James Watson considera que já se percorreu um grande caminho no conhecimento do cancro. O que falta é disciplinar o conhecimento científico e clínico e a informação, porque o Mundo dispõe de técnicas terapêuticas de combate muito eficazes." O avanço científico tem registado um grande avanço na melhoria das terapêuticas. 
Além da quimioterapia, radioterapia e técnicas cirúrgicas, há avanços importantes no tratamento, como a descoberta da diminuição do fluxo sanguíneo como forma de "matar" as células cancerosas por falta de oxigénio.CONTRIBUTO PARA O GENOMA HUMANOJames Watson nasceu em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos, a 6 de Abril de 1928. Estudante precoce, ingressou na Universidade de Chicago aos 15 anos para estudar Zoologia. As descobertas de Watson foram reconhecidas em 1988 quando foi apontado como o líder do Projecto do Genoma Humano. James Watson é um dos autores da descoberta da estrutura da molécula de ADN. Em 1962 recebeu o Prémio Nobel da Fisiologia/Medicina em parceria com os investigadores Francis Crick e Maurice Wilkins. Foi professor nas principais universidades dos EUA e da Europa e foi investigador, tendo sido premiado muitas vezes pelo seu trabalho. Actualmente preside ao Conselho Científico da Fundação Champalimaud, instituição presidida por Leonor Beleza, antiga ministra da Saúde.

Por Correio da Manhã a 15 de Novembro 2015

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