Clipping

Voltar

Hospitais do Vale do Tejo não rejeitam alteração da rede oncológica

31 de Janeiro 2010
A proposta apresentada pela Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas, que defende o encerramento de serviços hospitalares que não tenham uma fasquia mínima de 500 novos casos de cancro diagnosticados anualmente, não sofre contestação por parte dos Hospitais do Vale do Tejo.


A iniciativa de alterar a Rede Oncológica Nacional tem causado alguma polémica, por se considerar que a medida possa levar à centralização e concentração destes serviços nas cidades de Lisboa, Porto e Coimbra, prejudicando os utentes de outras localidades.

O director clínico do Centro Hospitalar do Médio Tejo afirma que “quem considerar que a proximidade se deve sobrepor à qualidade está a enganar-se a si próprio e a enganar os utentes”. O Centro Hospitalar do Médio Tejo regista cerca de 750 novos casos por ano e 300 cirurgias oncológicas.

Uma opinião partilhada pelo presidente conselho de administração do Hospital de Santarém, Dr. José Rianço, que considera que a proposta da Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas tem como objectivo melhorar a qualidade das unidades de oncologia dos hospitais.

O coordenador nacional para as Doenças Oncológica explica que os limites impostos pela nova proposta são “equilibrados e razoáveis face à escassez de recursos humanos, técnicos e financeiros". Pedro Pimentel considera que a dispersão excessiva dos recursos pode ter um impacto negativo na qualidade dos cuidados de saúde prestados aos utentes.

Contactada por O MIRANTE a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo não quis tecer quaisquer considerações sobre a proposta, por não se tratar ainda de uma medida concreta. Também o Hospital de Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira preferiu não se pronunciar sobre a questão, alegando que a matéria está ainda em fase de análise pela Tutela.
Por O Mirante a 15 de Novembro 2015

Voltar
Apoios & Parcerias