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Liga Contra Cancro ultrapassa um milhão de mamografias

01 de Maio 2010

Rastreio gratuito, essencial na diminuição da mortalidade por cancro da mama, existe há 20 anos na região Centro

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) acaba de ultrapassar o milhão de mamografias efectuadas ao abrigo do Programa de Rastreio de Cancro da Mama. No ano em que se assinalam os 20 anos do programa de rastreio gratuito na região, a Liga mostra-se satisfeita com os resultados, mas alerta para a necessidade de se repetir os exames regularmente.
«Com a campanha de grande escala que a Liga Portuguesa Contra o Cancro promove, pretendemos “varrer a população”, de acordo com as informações disponibilizadas pelos centros de saúde», frisa Vítor Rodrigues, um dos responsáveis pelo rastreio de cancro da mama na zona Centro.
Integrado no Plano Oncológico Nacional e no Programa Europa Contra o Cancro, o rastreio de cancro da mama da região Centro iniciou-se em Julho de 1990, «com metodologias e exigências de qualidade que ainda hoje o distinguem, tal como a base comunitária de participação, a dupla leitura dos exames mamográficos, a aferição multidisciplinar das imagens mamográficas anormais e a preocupação de imediata resposta dos cuidados diferenciados às lesões detectadas», refere uma nota de imprensa da Liga.
De dois em dois anos, as mulheres da região Centro, com idades entre os 45 e os 69 anos, são convidadas por carta a apresentar-se numa das unidades de rastreio que percorrem a região. «Temos actualmente nove unidades móveis de rastreio de cancro da mama que se deslocam regularmente aos 78 concelhos da re-gião, parando, regra geral, nos centros de saúde das principais vilas e cidades e, ainda, uma unidade de aferição no concelho de Coimbra», esclarece o representante da Liga.
Ao olhar para os números conseguidos em 20 anos de trabalho, Vítor Rodrigues mostra-se satisfeito com os resultados apresentados pelo rastreio de cancro da mama, já que o programa atinge uma taxa global de participação de 60 por cento e que 80 por cento das mulheres que participam no rastreio voltarem a fazer o exame. «No total de mulheres incluídas na campanha, 300 mil repetiram pelo menos uma vez o exame, o que nos dá um total de 700 mil repetições», analisa o vogal da Direcção do Núcleo Regional da Liga, notando que as repetições de exames mamográficos são fundamentais para antecipar o diagnóstico.
«Os dados mostram que em cada mil mulheres que se rastreiam, quatro são diagnosticadas com cancro da mama. No segundo exame realizado, esse número desce», revela o especialista. Cerca de 80 por cento dos cancros detectados por ocasião do rastreio são pequenos e sem envolvimento dos gânglios linfáticos, logo, na sua maioria, de tratamento menos agressivo, maior sobrevivência e menor mortalidade.
O cancro da mama atinge actualmente em Portugal uma taxa de mortalidade de cerca de 23 por 100 mil habitantes.

Unidades móveis cobrem a região
Até início de Maio, os concelhos de Aveiro, Figueira da Foz e de Viseu acolhem unidades móveis da LPCC. O programa de rastreio está também a decorrer em Vila Nova de Poiares (até fim de Abril), em Seia e em Ovar (até meados de Maio), Oliveira do Bairro (até final de Maio), em Coimbra (até meados de Julho) e Castelo Branco (até final de Dezembro).
No início do mês de Maio, três unidades de rastreio do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro irão iniciar uma nova volta do programa de rastreio nos concelhos de Anadia, Pedrógão Grande e Santa Comba Dão. Em meados do mês de Maio, seguir-se-ão os concelhos de Manteigas (junto ao Mercado Municipal) e de Sever do Vouga e, a partir de fim de Maio, o concelho de Águeda.
Por Diário de Coimbra a 15 de Novembro 2015

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