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Liga inicia rastreio do cancro da mama no distrito de Braga

13 de Dezembro 2010
A Liga Portuguesa Contra o Cancro assegura que o distrito de Braga ficará coberto com o programa de rastreio do cancro da mama no prazo de dois anos.
A unidade móvel da Liga, equipada para a prevenção secundária do cancro da mama, está no concelho de Terras do Bouro desde meados de Novembro, proporcionando mamografias gratuitas a mulheres entre os 45 e os 69 anos de idade.

Vítor Veloso, responsável do Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro, revelou ontem, em Braga, que este era “o distrito mais desprotegido em relação ao rastreio do cancro da mama”.

A unidade móvel da Liga percorrerá, nos próximos dois anos, os diversos concelhos do distrito para a prevenção do cancro da mama, de acordo com uma calendarização a acertar com os centros de saúde e a Administração Regional de Saúde do Norte. “Toda a mulher tem direito e deve fazer uma mamografia gratuita”, defendeu aquele dirigente da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Nesta fase inicial do programa de rastreio, a unidade móvel da Liga encontra-se estacionada junto do Centro de Saúde de Terras de Bouro com o seguinte horário de funcionamento: 2ª a 6ª feira das 9h00 às 13h00 e das 14h às 17h00.
Vítor Veloso adiantou que o propósito é estender o rastreio dos concelhos da periferia para os grandes centros urbanos.

O cancro da mama regista uma alta incidência e uma alta mortalidade entre as mulheres portuguesas. Apenas um em cada 100 cancros se desenvolvem no homem.
Em Portugal surgem 4.500 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja, 11 novos casos por dia. Quatromulheres morrem diariamente com esta doença.

Diagnóstico precoce como arma de combate à doença

O Programa de Rastreio de Cancro da Mamada Liga Portuguesa Contra o Cancro, desenvolvido em colaboração com a rede de Cuidados de Saúde Primários,cobre actualmente toda a região Centro, bem como os distritos de Beja, Évora, Portalegre e Santarém e concelhos dos distritos de Braga, Bragança e Viana do Castelo e Lisboa.

O Programa assenta na utilização unidades móveis e fixas, que se deslocam de dois em dois anos aos concelho, enviando convites pessoais às mulheres em idade rastreável (45-69 anos) inscritas nos centros de saúde para realizar uma mamografia.

Com o rastreio do cancro da mama pretende-seum diagnóstico precoce, descobrindo tumores muito pequenos, muitas vezes não palpáveis e só vistos em mamografia ou ecografia.
Para avaliar a importância do rastreio, basta dizer que um tumor com menos de 2 cm de diâmetro tem uma sobrevida aos 10 anos de 85% e um tumor disseminado, com lesões noutros órgãos terá uma sobrevida aos 10 anos menor de 15%.

O exame radiológico feito nas unidades móveis é estudado por dois radiologistas que, em caso de dúvida, chamam a mulher a uma consulta clínica de aferição. Se subsistirem dúvidas, são encaminhadas para instituições hospitalares onde realizarão um diagnóstico final e, caso a suspeita se confirme, serão rapidamente tratadas.

A grande dificuldade em diminuir a prevalência dos factores de risco para o cancro da mama justificam uma prevenção secundária, isto é, que sejam concretizados procedimentos e atitudes de um diagnóstico o mais precoce possível das lesões malignas. Eles incluem o controlo rigoroso e periódico por mamografia e, quando adequado, ecografia, recorrendo ao aconselhamento pelo Médico Assistente, sobretudo a partir dos 40-45 anos.
Por Correio do Minho a 15 de Novembro 2015

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