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Maioria dos portugueses defende maior investimento do Estado na saúde em detrimento de outras áreas

16 de Junho 2011

A amostra do estudo, que decorreu em abril, envolveu 803 questionários telefónicos aplicados aleatoriamente a pessoas com 18 ou mais anos e apresenta uma margem de erro de cerca de 3,46%, para um intervalo de confiança de 95 por cento.

Os dados do estudo vão ser debatido no fórum Novos Horizontes em Oncologia promovido pela Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares e pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.

Os dados revelam também que de entre os portugueses que apresentam soluções para lidar com as limitações do orçamento de Estado (44%), cerca de dois terços (62,9%) defende uma redistribuição de verbas para garantir que todos os doentes tenham acesso a novos medicamentos para o tratamento do cancro.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador do estudo adiantou que a maioria dos portugueses está disponível"a que se façam cortes noutras áreas de investimento do Estado de modo a que os doentes com cancro continuem a ter acesso aos novos medicamentos"e que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) se mantenha com"caráter universal e gratuito".

Segundo Victor Cavaco,"os portugueses demonstram algum desconforto com os cortes orçamentais que se apregoam e com o que virá a seguir",existindo neste momento"algum descontentamento com o funcionamento em geral da área da Saúde".

Este"relativo desagrado"está particularmente associado aos tempos de espera no SNS, sublinhou o sociólogo.

O estudo, que será apresentado na sexta-feira, indica ainda que o cancro é a doença mais preocupante para 64 por cento dos inquiridos.

E embora esta patologia seja uma das três em que a maioria dos portugueses (80,0%) acredita que o Estado gasta mais dinheiro, 85,3% concorda que se verifique um aumento da despesa nessa área.

Quando se compara o tratamento do cancro em Portugal com os cuidados prestados por outros países europeus, 60% dos inquiridos acredita que a qualidade é similar. Entre aqueles que acreditam que o tratamento desta patologia é pior em Portugal, cerca de 30% justifica essa opinião com os atrasos nos tratamentos e a ausência de alguns fármacos em território nacional.

Victor Cavaco explicou que"a satisfação com o tratamento do cancro tende a ser maior nas pessoas que já recorreram a esses tratamentos ou familiares. Quanto maior a proximidade com a doença maior é o reconhecimento da capacidade de serviços do sistema nacional de saúde".


Por SIC a 15 de Novembro 2015

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