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Ministério mantém unidades oncológicas

31 de Março 2010

O Governo recuou no critério do número mínimo de doentes com cancro necessário para que os hospitais públicos e privados mantivessem em funcionamento as unidades de Oncologia – fixado em 250 pelo relatório “Requisitos para a Prática da Oncologia”.

Ao que o Correio da Manhã apurou, depois da polémica em torno desta questão, que poderia levar ao fecho de 16 dos 55 hospitais que disponibilizam tratamentos de cancro (quase todos no interior do país), as necessidades das populações, em termos geográficos, passaram a ser o principal requisito. O critério poderia prejudicar os doentes do interior do país, concentrando o acesso aos tratamentos no litoral.

Assim, se uma unidade não atender mais de 250 doentes mas se for essencial numa determinada área geográfica, caberá à respectiva Administração Regional de Saúde (ARS) criar as condições para a manter em funcionamento.

As unidades serão avaliadas também pela qualidade e os serviços serão racionalizados, uma vez que entidades públicas e privadas passarão a funcionar em rede. “Esta redefinição de critérios tanto pode levar ao fecho de unidades, como à abertura ou requalificação de outras”, adiantou fonte ligada ao processo.

O relatório final para a criação de uma rede nacional de cuidados aos doentes com cancro foi feito pela Coordenação Nacional das Doenças Oncológicas, que depende do Alto Comissariado da Saúde, liderado por Maria do Céu Machado, e já estará nas mãos da ministra, Ana Jorge, para aprovação.


Ana Jorge vai ao Parlamento

A ministra da Saúde, Ana Jorge, vai esta quarta-feira à Comissão de Saúde da Assembleia da República, na sequência da aprovação dos requerimentos do PSD, do BE, do PCP e do CDS/PP, respectivamente sobre hemodiálise e Hospital de Braga. O tema da oncologia também vai estar em cima da mesa.

Os deputados da comissão de Saúde aguardam novidades, precisamente sobre o relatório final “Requisitos para a Prática da Oncologia”, cujo projecto esteve em discussão pública.

Em Janeiro, na comissão de Saúde, o coordenador para as doenças oncológicas, Pedro Pimentel – que entretanto se reformou, deixando a coordenação nas mãos da Alta Comissária para a Saúde – lançou a polémica ao referir que os serviços só se manteriam abertos com um mínimo de 250 doentes. Ana Jorge sempre garantiu que, mais do que fechar, o plano era “abrir mais respostas no serviço para o tratamento do cancro em Portugal”.

Por POP a 15 de Novembro 2015

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