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Mulheres com cancro dispõem de novo serviço de apoio à imagem pessoal

21 de Abril 2010
As mulheres com cancro têm a partir de hoje um espaço, em Coimbra, onde podem aprender a melhorar a sua aparência, quando afetada pelos tratamentos da doença, recorrendo a próteses ou maquilhagem.O serviço foi criado pela Liga Portuguesa contra o Cancro, através do Movimento Vencer e Viver, e será o primeiro do género no país, funcionando das 10:00 às 17:00, com interrupção para almoço, nos dias úteis.

O objetivo é apoiar as mulheres vítimas de cancro na adaptação à sua nova imagem pessoal, para que “recuperem a sua autoestima”, geralmente afetada pela queda do cabelo, mastectomia ou outros efeitos da doença, e “melhorar a qualidade de vida”.

“Não existia um serviço destes no país, um espaço que personalize, mime, oiça a mulher com cancro, com voluntárias que já passaram pelo mesmo”, disse aos jornalistas a coordenadora do Movimento, Salete Bastos, que há dez anos enfrentou um cancro da mama.

No novo espaço, a funcionar na Rua Pedro Monteiro, com quatro voluntárias, a mulher com cancro pode aprender a maquilhar-se ou experimentar a cabeleira que melhor se adapta ao seu estilo, sendo o serviço gratuito.

Pode também ter acesso a produtos que contribuem para melhorar a sua imagem, como próteses mamárias, roupa interior ou fatos de banho, vendidos a “preço de custo”.

No mesmo espaço funciona, desde há dois anos, uma consulta gratuita de psico-oncologia para vítimas de cancro, familiares e amigos.

“Quando a mulher passa por um processo destes, com violentos tratamentos, queda do cabelo, das sobrancelhas, das pestanas, surgem uma série de problemas na relação com a família, com o corpo, com os filhos, e a melhoria da imagem pode ajudar a ultrapassar estes patamares”, afirmou Salete Bastos.

O alargamento do novo serviço a outros pontos do país é objetivo do Movimento Vencer e Viver, que nos últimos dois anos apoiou, direta ou indiretamente, “mais de dez mil mulheres” na região Centro, com 82 voluntárias, nos serviços de ginecologia e oncologia de unidades hospitalares, ou através de uma linha telefónica de apoio.

 
Por ionline a 15 de Novembro 2015

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