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Nova rede de cuidados oncológicos prevê encerramento de 20 hospitais

23 de Fevereiro 2010
Terminado o período de discussão pública sobre a reorganização da rede oncológica em Portugal parece inevitável o encerramento de cerca de 20 hospitais que tratam doentes com cancro.

A nova rede oncológica vai manter cerca de 30 hospitais, dos 55 que actualmente prestam cuidados nesta área.O coordenador para as doenças oncológicas não abdica do mínimo de 500 novos casos por ano para manter a funcionar com qualidade estas unidades. Pedro Pimentel referiu à TSF que numa primeira estimativa este número significa fechar cerca de 20 hospitais que tratam doentes com cancro, garantindo contudo que a rede vai cobrir quase todo o país.«O que se pretende é que haja hospitais com boas condições em termos de qualidade de tratamento e de seguranças para os doentes em Trás-os-Montes, nas Beiras Interiores, no Alentejo, no Algarve», afirmou.


O coordenador para as doenças oncológicas chumba a proposta da Ordem dos Médicos que defende 150 novos casos por ano para justificar a manutenção de uma unidade.Pedro Pimentel explica que a qualidade é a prioridade e diz que no mínimo de 500 novos casos de cancro por ano, está previsto que cerca de 250 venham a necessitar de quimioterapia.«Seria lamentável que só para manter determinados locais de tratamento se abdicasse de parâmetros de qualidade importantes», referiu.A proposta final para a reorganização da rede oncológica também prevê mudanças nos serviços que actualmente recebem mais de mil novos casos por ano e que não cumprem todos os requisitos de qualidade.Durante o período de discussão pública da reorganização da rede de cuidados em oncologia foram dadas cerca de 50 contribuições.A proposta final para a criação da rede de cuidados oncológicos deve estar concluida até final de Março. 
Por TSF a 15 de Novembro 2015

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