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Novo tratamento para cancro do pulmão em estado avançado

27 de Outubro 2009
Os doentes com cancro do pulmão em estado avançadopoderão sobreviver mais tempo quando é associada à quimioterapia umanova molécula chamada cetuximab, conclui um estudo realizado compacientes em Portugal.

O novo tratamento permitiu "reduzir o tumor e controlar aprogressão da doença", segundo o estudo realizado com 48 pacientes,entre 2006 e 2008, sob a coordenação do director de Pneumologia doCentro Hospitalar de Coimbra (CHC), Fernando Barata.

Dos pacientes que se submeteram ao estudo, promovido pelo Grupo deEstudos do Cancro do Pulmão, 35,4 por cento apresentaram"significativas reduções do tumor" sem aparecimento de novas lesões eem 41,7 por cento a doença estabilizou.

Quanto ao tempo de vida dos doentes, verificou-se um aumento entre dois a quatro meses.

"Este estudo veio demonstrar que a junção desta molécula àquimioterapia clássica trouxe uma mais-valia que é fundamental paraaumentar a sobrevivência bem como a qualidade de vida dos doentes",explicou o pneumologista à Agência Lusa.

Um aspecto curioso que surgiu no decorrer do estudo é o facto de osdoentes que nas primeiras semanas de tratamento apresentaram um "rashcutâneo" sobreviverem mais tempo do que os aqueles que não tinham sidoafectados por esse efeito secundário do fármaco.

"O rash cutâneo, uma espécie de borbulhas, fundamentalmente na carae peito, foi um achado nosso, posteriormente confirmado porinvestigadores europeus e que continua em estudo", afirmou oespecialista.

Os doentes que manifestaram “rash cutâneo” nas primeiras trêssemanas da terapêutica tiveram uma sobrevida global de 16 meses, contraos seis meses de vida dos que não apresentaram.

"Aparentemente, o rash cutâneo poderá traduzir que o fármaco está aser eficaz, que o organismo está a responder", afirmou Fernando Barata,considerando "um facto extraordinário os doentes terem uma sobrevida de15 a 16 meses, quando a média, sem a nova terapêutica, é de oitomeses".

O especialista, que preside ao Grupo de Estudos do Cancro doPulmão, refere que o cancro do pulmão mata em Portugal entre três mil a3.500 pessoas por ano e tem uma prevalência de 28 casos por cada cemmil habitantes.

Os resultados do estudo vão ser compilados para que o novo fármacoseja submetido às autoridades europeias e ao INFARMED, em Portugal.
Por Notícias Lusófonas a 15 de Novembro 2015

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