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Protocolo com o Núcleo Regional da Madeira

18 de Novembro 2010
Ainda não deverá ser no próximo Verão que os banhistas poderão regressar ao Complexo Balnear do Lido. O presidente da Câmara Municipal do Funchal reconheceu, ontem, que «dificilmente» o Lido abrirá portas em 2011, porque o projecto previsto para aquela estrutura, seriamente danificada pelo temporal de 20 de Fevereiro, implica um investimento de cinco milhões de euros. E, em tempo de forte contenção, a Câmara não tem onde ir buscar, pelos menos, para já.

«Só vou fazê-lo depois das questões do apoio às famílias nas reconstruções prioritárias estarem resolvidas», definiu ontem Miguel Albuquerque, à margem da cerimónia de assinatura de um protocolo entre a Câmara e o Núcleo Regional da Madeira da Liga Contra o Cancro.

Aos jornalistas, o edil falou também que o novo projecto para o Lido vai implicar alterações profundas na estrutura existente, devendo, por exemplo, a grande piscina dar lugar o outro ou a outros espaços para banhos, de maneira a reduzir os custos de exploração do complexo.

Miguel Albuquerque reagiu também ao relatório do Tribunal de Contas (TC) que chamava a atenção para o estado económico-financeiro da FrenteMar. O autarca saiu em defesa da empresa municipal que gere os seis complexos balneares no Funchal, explicando que o desiquilíbrio nas contas apresentado decorre dos estragos «avultadíssimos» feitos pelo mar nos últimos três anos, mas também pela diminuição de receitas, não só das provenientes das entradas como das relativas às rendas de estabelecimentos.

Para regularizar as contas, a Câmara vai disponibilizar verbas no valor de 600 mil euros, que serão divididas e entregues ao longo dos próximos três anos (200 mil/ano). Simultaneamente, irá ser feito um esforço para aumentar as receitas, concessionando novas áreas.

Quanto ao ordenado do administrador da FrenteMar ser maior do que o do presidente da Câmara, que o relatório do TC também referia, Miguel Albuquerque acha que não é. Todavia, saiu em defesa de Ricardo Nunes e lembrou que a orgânica da empresa até permite três administradores, mas a FrenteMar tem apenas um.

Já sobre o protocolo assinado, o Núcleo da Liga Contra o Cancro espera um encaixe financeiro de 11 mil euros, o que irá ajudar ao orçamento de 339 mil euros que o núcleo tem para o próximo ano.

Os 11 mil euros virão do compromisso da Câmara de conceder uma verba correspondente a um euro por cada tonelada de resíduos de embalagem enviados para reciclagem no ano anterior.
 
Por Jornal da Madeira a 15 de Novembro 2015

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