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Tempo de espera para cirurgias "continua a diminuir"

29 de Abril 2010
A capacidade de resposta em cirurgia tem vindo a melhorar de forma significativa e sustentável, com a mediana de espera a aproximar-se cada vez mais dos três meses. Foi o que garantiu esta quarta-feira o secretário de Estado Adjunto e da Saúde ao apresentar um relatório do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia, que não inclui ainda os dados relativos à área de Oncologia e que de acordo com o governante estarão prontos nas próximas semanas.

«Estamos em condições de continuar este esforço», garantiu Manuel Pizarro, citado pela Lusa.

Os dados ainda estão a ser recolhidos, mas o secretário de Estado referiu que a média do tempo de espera para cirurgia oncológica estará pela primeira vez abaixo dos 30 dias, quando «o ponto de partida era de 81 dias no final de 2005».

Manuel Pizarro disse que a melhoria de resultados foi alcançada nos hospitais com os mesmos recursos de que já dispunham anteriormente. «Estamos muito satisfeitos com estes resultados», declarou.

Manuel Pizarro indicou que actualmente, através do e-sigic, qualquer utente pode aceder a informação sobre a sua situação e inscrição, o que classificou como «um poderoso instrumento de verificação» do cumprimento das normas, sem intervenção do Estado. De acordo com o secretário de Estado, nos primeiros quatro meses, inscreveram-se 80 mil cidadãos.

Até ao fim do Maio, o Governo vai também entregar um relatório à Assembleia da República, pela primeira vez, sobre o acesso dos doentes ao Serviço Nacional de Saúde a vários níveis. «Estamos a aproximar-nos da situação que desejamos», sublinhou.

Cerca de 165 mil doentes estavam em lista de espera para cirurgia em 2009, menos 5,4 por cento do que em 2008. Sendo que 17 082 aguardavam há mais de um ano pela operação, de acordo com o relatório de actividade cirúrgica agora divulgado.

O documento indica que o número de utentes inscritos nas listas para cirurgias baixou de 174 179 em 2008 para 164 751 em 2009, tendo também a média do tempo de espera reduzido de 3,7 meses para 3,4 meses.

Por IOL a 15 de Novembro 2015

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