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“Um dia pela vida” foi um sucesso

08 de Junho 2011
Não foi apenas um dia, foram mais de quatro meses de trabalho solidário em prol de uma causa de redundou num enorme êxito. Este projecto local envolveu 93 equipas, quase 1500 pessoas inscritas, mas muitas mais participaram nas iniciativas que resultaram em mais de 50 mil euros que serão doados à Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Quase no final da festa de encerramento, que decorreu no Palácio dos Desportos, no passado sábado, as coordenadoras da comissão local, Isabel Correia e Carla do Carmo, fizeram o balanço desta iniciativa, iniciada em Janeiro, que teve como objectivos aproximar a comunidade da Liga Portuguesa Contra o Cancro, educar para a prevenção e angariar fundos para a instituição.

E foram muitas as iniciativas realizadas ao longo do projecto pelas várias equipas, desde caminhadas, espectáculos, passeios, piqueniques, noites de fados, feiras, bailes, teatro, workshops, etc. “Colocámos a bitola muito alta, tomando como exemplo Abrantes onde o projecto teve um sucesso enorme. Tentámos fazer o mesmo, mas com dois anos de diferença, e uma situação económica e populações distintas. Mesmo assim, conseguimos constituir 93 equipas com 1400 pessoas inscritas, e ainda sem contabilizar o último dia, já tínhamos 52 mil euros angariados. Só nos podemos sentir bem, pela forma como projecto foi crescendo e sendo implementado”, afirma Isabel Correia, algo cansada, mas muito satisfeita. Mesmo assim, confessa que sentiu alguma dificuldade em lidar com a indiferença de algumas pessoas perante um problema que pode afectar toda a gente.

Para que se perceba o destino do dinheiro, Isabel Correia explicou que o voluntariado que se faz nos hospitais oncológicos tem apoio destes projectos, assim como a aquisição de equipamentos e diverso material: “A primeira seringa para uma biopsia custa 180 euros e a segunda custa 360. Muitas vezes é a Liga que subsidia. Por outro lado, os carros móveis dos rastreios custam 12 mil euros por mês e também são subsidiados pela Liga, assim como a investigação”.

A festa de encerramento deste projecto começou com uma caminhada desde a Zona Alta até ao Palácio dos Desportos, contando com a adesão de cerca de 500 pessoas: “Foi bonito de se ver… impressionante” relata Carla Carmo, explicando que esta iniciativa simbolizou o caminho que as pessoas percorrem desde que sabem que têm a doença até à cura ou no caso de outros, até à morte.

Depois, já dentro do pavilhão, a caminhada prosseguiu ao longo do dia em volta da mesa das luminárias, primeiro, levada a cabo por pessoas que sobreviveram ao cancro e depois por todos os interessados que se quiseram juntar à causa.

Além disso, o palco teve sempre animação com artistas locais como Pedro Barroso ou Teresa Tapadas, onde não faltou também teatro, folclore, filarmónicas, tasquinhas, quermesses, jogos, pintura facial, artesanato, actividades que atraíram centenas de pessoas ao longo de todo o dia.

À noite, a cerimónia das luminárias foi um dos momentos mais marcantes da festa de encerramento. As luzes do pavilhão apagaram-se e ficaram apenas acesas as luminárias. Por volta das 19 horas já tinham sido adquiridas quase mil por pessoas que quiseram homenagear vítimas da doença.

Paralelamente foi apresentado o hino do “Dia pela Vida” escrito pelo professor António Mário e musicado pelo maestro Vítor Ferreira, do Choral Phidellius, com o apoio de cinco músicos. “É um hino que toca e entra no ouvido”, confessou Carla Carmo.

Este projecto, que decorreu ao longo de quatro meses, não deixou quase ninguém indiferente e para António Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, foi um evento único no pós-25 de Abril. “Apesar de se chamar «Um Dia pela Vida», estamos a viver hoje a apoteose da vida, diria mesmo a festa da vida, porque um grupo de mulheres e homens deram as mãos para «minar» a sociedade torrejana que se envolveu numa forma única em prol de uma causa humanitária, que tem a subjacência da solidariedade”. 

Quanto ao futuro, a comissão vai agora agradecer a todos os que contribuíram para esta causa. “Se lhes pedimos ajuda, porque tínhamos a noção de que sozinhas não fazíamos nada, também temos de retribuir o apoio”, concluiu Carla Carmo.
Por O Riachense a 15 de Novembro 2015

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