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Vítimas de cancro aumentam em 2008 nos países em desenvolvimento

01 de Junho 2010
"Em 2008, 56% dos 12.700 mil novos casos de cancro e 63% das mortes relacionadas com o cancro (7,6 milhões em todo o mundo) ocorreram em países em desenvolvimento", disse Freddie Bray, um dos cientistas que conduziu o estudo com base em 27 tipos de cancro.
 
"Não há comparação com os dados de 2002" porque os métodos de cálculo mudaram, disse outro cientista, Jacques Ferlay. No entanto, os mesmos dados indicam que a mortalidade associada à doença teve um aumento global nos últimos anos.
 
De acordo com o IARC, o cancro do pulmão - que afecta principalmente os homens - é dos cancros mais comuns. Seguido do cancro de mama - que afecta principalmente as mulheres - e do cancro colonrectal, dos cancros do estômago e da próstata.
 
Os países onde a subida da mortalidade está relacionada com o aumento de casos de cancro são os países mais populosos, como a China, Índia, Estados Unidos, Japão, Rússia e Alemanha.

Mas tendo em conta o número de habitantes de cada país, são os países da América do Norte, os da Europa Ocidental e Austrália, que registam taxas de mortalidade mais elevadas.
 
Isto deve-se a comportamentos de riscos - como o tabagismo - que as pessoas nos países ricos adoptaram após a Segunda Guerra Mundial, explica Bray.
 
Os especialistas prevêem que com o aumento do consumo de tabaco nos países em desenvolvimento, a taxa de mortalidade associada ao cancro do pulmão nessas regiões aumente durante o século XXI.

Graças a uma nova ferramenta de cálculo que leva em conta o envelhecimento da população, os cientistas podem prever assim a mortalidade associada a cada tipo de cancro em cada país.
 
Sob esta nova metodologia, os especialistas estimam que em 2030 dar-se-á o recorde mundial de 21,3 milhões novos casos de cancro e de 13,3 milhões de mortes associadas ao cancro.
Por SIC Online a 15 de Novembro 2015

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