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A campanha ‘O cancro do pulmão não tira férias’ alerta para os sinais e sintomas da doença

18 de Agosto 2021 a 30 de Setembro 2021
A campanha ‘O cancro do pulmão não tira férias’ alerta para os sinais e sintomas da doença
As férias podem ser desculpa para muita coisa, mas não para descurar a saúde. Nova campanha reforça a necessidade de, na presença de sintomas, consultar atempadamente um médico. É que o diagnóstico precoce pode ajudar a salvar vidas
Para a maioria dos portugueses, agosto é mês de férias, é tempo de descanso, de praia e sol, de recarregar baterias. Sendo verdade que muita coisa para durante as férias, a saúde não deve ser colocada em pausa neste período. Assim, importa não desvalorizar sinais e sintomas que podem conduzir ao diagnóstico precoce de várias doenças, como o cancro do pulmão, onde esta deteção atempada é essencial para um melhor prognóstico. Este é, de resto, o mote de uma campanha realizada pela AstraZeneca, em parceria com Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Associação Careca Power, Liga Portuguesa Contra o Cancro, Pulmonale, Rede Expressos e Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), no âmbito do Dia Mundial do Cancro do Pulmão, que se assinala a 1 de agosto, e que deixa o alerta: ‘O cancro do pulmão não tira férias’.
“É natural que haja um menor número de casos diagnosticados no período de verão, que será devido quer à menor procura dos serviços de saúde por parte dos utentes, quer à diminuição dos procedimentos de diagnóstico devido às férias dos profissionais de saúde, que ocorre preferencialmente nesta altura”, confirma António Morais, presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP).
O especialista concorda que a altura de férias, não só pela disponibilidade mental, mas também de tempo, é uma oportunidade para a adoção de melhores hábitos de vida. No caso do cancro do pulmão, “além dos hábitos considerados adequados para a saúde, como o exercício físico e uma alimentação diversificada e não calórica, é uma boa altura para o estabelecimento de planos de cessação tabágica, o maior fator de risco” para esta doença, sendo mesmo “responsável por cerca de 90% dos casos diagnosticados”.
Mas porque o cancro do pulmão nem sempre é fácil de diagnosticar, o que resulta, refere o presidente da SPP, do facto “de os sintomas ocorrerem habitualmente já numa fase avançada da doença, nomeadamente quando já não é possível a recessão cirúrgica”, sempre que o doente sentir “dor torácica, tosse seca persistente, expetoração hemoptoica (secreções com sangue), dispneia (falta de ar) ou sintomas constitucionais como astenia ou emagrecimento deve recorrer ao seu médico assistente” não deve hesitar na consulta a um profissional de saúde.  
Isto porque o desejo é, aqui, o de um diagnóstico o mais precoce possível, “numa fase ainda passível de orientar o doente para uma recessão cirúrgica, que é o único tratamento potencialmente curativo. Por outro lado, mesmo que esta hipótese não seja possível, o doente ainda com bom estado geral terá oportunidade de realizar o tratamento indicado, não sendo possível caso se apresente já debilitado, dada a exigência dos tratamentos sistémicos habitualmente administrados”. E isto faz-se estando alerta para os sintomas e respondendo aos mesmos o mais rápido possível, com a ajuda dos profissionais de saúde.
 
 
18 de Agosto 2021

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