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Congresso de Sobreviventes de Cancro reúne em Coimbra cerca de 600 participantes

11 de Novembro 2016 a 12 de Novembro 2016
Congresso de Sobreviventes de Cancro reúne em Coimbra cerca de 600 participantes
No âmbito das comemorações do 75.º aniversário da Liga Portuguesa Contra o Cancro o 2.º Congresso Nacional de Sobreviventes de Cancro, que decorreu, nos dias 11 e 12 de novembro, trouxe para o centro da discussão temáticas relevantes, dirigidas a sobreviventes de cancro.
A Sobrevivência ao cancro esteve em debate em Coimbra e reuniu várias centenas de pessoas. O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) promoveu o 2.º Congresso Nacional de Sobreviventes de Cancro, permitindo assim um espaço de informação e de partilha, através da abordagem de temáticas de relevante interesse e dirigidas aos sobreviventes, cuidadores, voluntários, profissionais de saúde e população em geral.
Entre as matérias discutidas estiveram as questões da acessibilidade aos cuidados de saúde, juntas médicas e incapacidades, aspetos psicossociais do sobrevivente, legislação laboral adequada, genética, alimentação nos sobreviventes de cancro, entre outras. De assinalar, ainda, o tocante testemunho do jornalista José Alberto Carvalho, enquanto amigo e cuidador próximo de Manuel Forjaz, rosto de uma intensa batalha de 5 anos contra um cancro no pulmão.
O primeiro congresso de sobreviventes, realizado em 2012, teve várias consequências práticas, entre elas o acesso dos sobreviventes aos cuidados de saúde com isenção de taxa moderadora. No segundo Congresso de Sobreviventes de Cancro, Carlos de Oliveira, Presidente da Direção do Núcleo Regional do Centro (NRC), aponta entre as conclusões chegadas para a necessidade de criação de uma legislação para o doente oncológico, que concentre leis, portarias e despachos dispersos. “Políticos e decisores têm de pensar nisso, bem como nas questões dos custos da saúde, do aproveitamento do trabalho que sobreviventes de cancro ainda podem fazer, entre outros temas”, reforçou.  
Presente, também, na Sessão de Abertura do Congresso - juntamente com o Presidente da Administração Regional de Saúde do Centro, José Tereso e o Presidente da Direção Nacional da LPCC, Vítor Veloso- a Subdiretora de Saúde Graça Freitas afirmou que “os sobreviventes de cancro, que continuam a crescer, em número e longevidade, são um desafio particular para o Serviço Nacional de Saúde”.
Entre as questões analisadas no 2º Congresso Nacional de Sobreviventes de Cancro, o Presidente da Direção do NRC, Carlos Oliveira, destacou no seio dos “graves problemas no momento - seja com doentes com cancro ou sobreviventes de cancro – a falta de tempo que os médicos têm para atender os doentes. As administrações hospitalares têm de dar mais tempo aos médicos para atenderem doentes com cancro”.  Das conclusões dos trabalhos, ficou ainda reforçada a mensagem de que depois de vencerem o cancro, os sobreviventes enfrentam uma série de dificuldades: persistem os problemas relativamente a seguros, empréstimos bancários. Mesmo na área laboral há situações conflituosas com o retorno do doente ao seu posto de trabalho.
Sobre as questões relacionadas com os direitos dos sobreviventes de cancro, recorde-se que Núcleo Regional do Centro da LPCC criou uma Unidade de Apoio Jurídico, que, em colaboração com o Centro de Direito Biomédico, em Coimbra, presta atendimento e garante todo o apoio jurídico aos doentes com cancro. Desde junho de 2015 esta unidade já deu resposta a 179 pedidos de ajuda. As questões relacionadas com impostos e as laborais estão na base da maior parte dos pedidos de ajuda (40% do total).
Nesta data foi lançado o Selo Comemorativo do 2º Congresso Nacional de Sobreviventes de Cancro. Uma iniciativa conjunta, e com o habitual apoio, dos Correios de Portugal.  
 
Por Núcleo Regional do Centro a 16 de Fevereiro 2017

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