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Covid-19 e bem-estar mental e emocional

Covid-19 e bem-estar mental e emocional
No âmbito da pandemia atual, a Unidade de Psico-oncologia do Núcleo Regional da Madeira da Liga Portuguesa Contra o Cancro
desenvolveu de forma interativa alguns questionários informativos para ajudá-lo a assimilar algumas estratégias para melhor contornar e conviver em algumas situações mais difíceis com que nos deparamos.











Ao longo das próximas duas semanas, vão ser lançados gradualmente e abordaremos os seguintes tópicos: 
 
  • 1 - COMO LIDAR COM O QUE SINTO – RECOMENDAÇÕES PARA CUIDADORES INFORMAIS;

    2 - ANSIEDADE E PENSAMENTOS NEGATIVOS DURANTE A PANDEMIA;

    3 - COMO EVITAR E RESOLVER CONFLITOS EM SITUAÇÕES DE INSTABILIDADE DURANTE ESTA PANDEMIA;

    4 - TODOS ESTAREMOS DE LUTO?

     
Todas estas informações foram baseadas na documentação e estratégias desenvolvidas pela Ordem dos Psicólogos (OPP).
Agendamento dos posts:

Dia 28 de maio
1 - COMO LIDAR COM O QUE SINTO – RECOMENDAÇÕES PARA CUIDADORES INFORMAIS;

Os Cuidadores Informais prestam ajuda (não remunerada) a outra pessoa, no cuidado físico, na gestão e no apoio emocional durante um período de doença ou incapacidade.
Neste período de pandemia muitas pessoas tornaram-se cuidadoras informais, de forma súbita, tendo de passar a prestar assistência na higiene pessoal, alimentação, adesão terapêutica e cuidados de saúde básicos.
Mas também, na limpeza da casa, no pagamento de contas, compras e idas à farmácia, ou supervisão de sintomas.
É um “trabalho a tempo inteiro”, com muitas responsabilidades, realizado num período que se quer de isolamento.
Desde o início da doença até à recuperação total, os Cuidadores Informais devem prestar os cuidados e apoios necessários.

Cuidar de um familiar ou amigo pode trazer grande satisfação e gratificação, mas também dor, cansaço, medo e perda.
Compete-nos a todos assumir uma atitude ativa e de entreajuda, pelo bem comum. De forma presencial ou virtual, direta ou indiretamente, todos podemos cuidar e ajudar.


https://forms.gle/ZduWKrwnWsC9YtL7A

Dia 1 de junho
2 - ANSIEDADE E PENSAMENTOS NEGATIVOS DURANTE A PANDEMIA;

Medo, preocupação, ansiedade, falta de controlo …são sentimentos que têm estado muito presentes e é normal que assim seja.
O COVID-19 é o tema mais falado da atualidade e isto provoca em nós a sensação de que ele pode estar em todo o lado.
Estamos também apreensivos relativamente ao futuro, porque a sua evolução é imprevisível, e preocupamo-nos relativamente à nossa saúde e à dos outros.
Os planos de contingência e as medidas de isolamento alteraram de modo significativo as nossas rotinas e exigiram da nossa parte uma capacidade de adaptação rápida à nova realidade. 

Contudo, estes sentimentos desagradáveis têm também a função de nos proteger: ao ficarmos em estado de alerta passamos a estar mais vigilantes e aptos para adotar comportamentos de proteção e adaptação, para garantir a nossa segurança e a dos outros.
Mas se estivermos num estado de alerta permanente, a ansiedade deixa de ter o efeito protetor e pode paralisar-nos.
Assim, é essencial desenvolvermos estratégias que nos permitam regular a ansiedade, e combater o medo exagerado do coronavírus e os pensamentos negativos que assaltam frequentemente o nosso pensamento.


https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdEs5U2rWw4akfgoBGbbRnHeUSc2m8Bfxlq22VbJAeOMUgb_w/viewform?usp=sf_link

Dia 4 de junho
3 - COMO EVITAR E RESOLVER CONFLITOS EM SITUAÇÕES DE INSTABILIDADE DURANTE ESTA PANDEMIA;

A pandemia COVID19 trouxe uma nova realidade ao nosso dia-a-dia: alterou a forma como interagimos com aqueles com quem vivemos, como nos relacionamos com os nossos amigos e com a nossa comunidade, como trabalhamos.
Alterou as nossas rotinas e o tempo que passamos com a família obrigando, em muitos casos, à partilha continuada, 24 horas por dia, do mesmo espaço físico. 

Estar em isolamento e as alterações que daí decorrem têm um impacto significativo na nossa rotina diária e na nossa relação com os outros. São desafiantes para todos.
E porque somos todos diferentes, cada um tem a sua forma de gerir a situação e de reagir.
Contudo, nesta situação, é comum e expectável que nos possamos sentir frustrados, com medo, ansiosos, mais irritáveis ou zangados e, por isso, menos tolerantes e com menos paciência para quem nos está mais próximo: a nossa família (ou aqueles com quem partilhamos o mesmo espaço físico).
É natural que surjam alguns conflitos.

No quiz que se segue pretendemos testar as suas respostas e lhe passar algumas informações e dicas de como minimizar este tipo de situações. 

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc4OrhhQ2vAAHyEQVpzxc7UL4AGiMs028SArUtB2PNeWDbZeg/viewform?usp=sf_link

Dia 8 de junho
4 - TODOS ESTAREMOS DE LUTO?

Perante a pandemia COVID-19, a morte é um assunto na ordem do dia: nas notícias diárias sobre as mortes registadas (quer em Portugal, quer noutros países), nas estatísticas e informações disponibilizadas e, sobretudo, na nossa cabeça.
Embora a morte esteja no futuro de todos nós, é um tema difícil e sobre o qual, normalmente preferimos não falar e nem sequer pensar. No entanto, na situação que vivemos, é inevitável fazê-lo:
› É expectável que as pessoas façam lutos antecipatórios, antecipando a mor- te de entes queridos. Que, em situações de doença respiratória grave em doentes que tenham contraído coronavírus numa idade avançada, e/ou no quadro de outras condições clínicas potencialmente agravantes, profissionais de saúde, familiares e amigos antecipem a morte de alguém gravemente doente. Antecipar a perda de um ente querido pode ser tão doloroso quanto a perda real, embora, por outro lado, permita a preparação para a despedida inevitável.
› É natural que se levantem de forma mais frequente e premente questões relacionadas com o fim de vida e que as pessoas queiram ou tenham de esclarecer os desejos de alguém de quem gostam no que diz respeito a escolhas relacionadas com o final da vida.
› Sabemos também que ocorrerão situações de perda inesperada ou precoce, que tendem a gerar processos de luto mais difíceis e dificuldades acrescidas à Saúde Psicológica.
› Assistiremos também a situações de luto adiado. Nalguns casos, os familiares e amigos não poderão despedir-se ou terão de se despedir do seu ente querido de forma rápida e dar atenção imediata a outras urgências que a situação impõe.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScxWWSzr1ucb9WqSCFMhs-iy5M_wyG5M380ut-D6yZPsnZ9JQ/viewform?usp=sf_link
 
Por Núcleo Regional da Madeira a 02 de Junho 2020

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