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Há 85 anos nasceu uma Liga para combater o cancro
Foi ainda no século XIX que o mundo pós-Revolução Industrial se apercebeu de um aumento "do absentismo nas empresas, provocado por um conjunto de doenças, entre as quais o cancro". Cedo se percebeu que "a doença" provocava muitas mortes, os doentes eram estigmatizados e estava a gerar um "flagelo social"
Ainda hoje a palavra "cancro" arrepia, mas a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) mudou muito a forma como olhamos para "a doença" e "os doentes". Criada em abril de 1941, a LPCC aliou, desde o início, a necessidade de investigar a doença, apoiar os doentes e prevenir, prevenir, prevenir, enquanto não houver remédio.
"Pode não haver dinheiro para mais nada, mas para apoiar os doentes e as famílias nunca pode faltar. Temos sempre um montante reservado a isso", garante à TSF Vítor Veloso, o atual presidente desta instituição, que nasceu, cresceu e olha para o futuro a partir do trabalho de dezenas de milhares de voluntários em todo o país e de alguns milhões de euros em donativos anuais.
Cada época tem tido os seus desafios. Por estes dias, Vítor Veloso destaca que é mais importante do que nunca o apoio financeiro direto às famílias onde surge um caso de cancro. Sobretudo quando o doente "é a única pessoa a ganhar, as baixas médicas não são pagas a 100% e a família entra em dificuldades". Como se a doença não bastasse.
A LPCC entra nesses casos com ajuda concreta. "O ano passado apoiamos cerca de 25 mil doentes, usamos uns três milhões de euros em apoios financeiros a famílias com doentes oncológicos. Infelizmente estimamos que este ano será pior."
O número de pessoas com cancro tem aumentado todos os anos, há doentes cada vez mais novos e "prevê-se que haja mais famílias com mais dificuldades por causa da situação atual", aumento generalizado de preços e sombras de uma recessão económica sobre o mundo.
Além de todo o tipo de ajudas técnicas, desde as pioneiras cabeleiras postiças até camas articuladas, cadeiras de rodas ou próteses, a Liga ajuda com um pouco de tudo: no pagamento da renda da casa, das contas da água, luz e gás ou a garantir transporte para os tratamentos.
A prevenção e o estudo da doença são outros objetivos que se mantêm há 85 anos. "Em 2025, a Liga financiou 38 projetos de investigação no valor de 700 mil euros", anuncia o comunicado que marca o dia de aniversário.
Tudo financiado por solidariedade, desde o primeiro dia. "Temos mais de 20 mil voluntários espalhados pelos cinco núcleos da LPCC." Os peditórios anuais e as consignações do IRS asseguram um orçamento na ordem dos "cinco ou seis milhões de euros que dão para a atividade": "Somos privilegiados, os portugueses confiam em nós", remata Vítor Veloso.
Pode ajudar a Liga Portuguesa Contra o Cancro quando preencher a declaração de IRS. O NIF é: 500 967 768.
Ainda hoje a palavra "cancro" arrepia, mas a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) mudou muito a forma como olhamos para "a doença" e "os doentes". Criada em abril de 1941, a LPCC aliou, desde o início, a necessidade de investigar a doença, apoiar os doentes e prevenir, prevenir, prevenir, enquanto não houver remédio.
"Pode não haver dinheiro para mais nada, mas para apoiar os doentes e as famílias nunca pode faltar. Temos sempre um montante reservado a isso", garante à TSF Vítor Veloso, o atual presidente desta instituição, que nasceu, cresceu e olha para o futuro a partir do trabalho de dezenas de milhares de voluntários em todo o país e de alguns milhões de euros em donativos anuais.
Cada época tem tido os seus desafios. Por estes dias, Vítor Veloso destaca que é mais importante do que nunca o apoio financeiro direto às famílias onde surge um caso de cancro. Sobretudo quando o doente "é a única pessoa a ganhar, as baixas médicas não são pagas a 100% e a família entra em dificuldades". Como se a doença não bastasse.
A LPCC entra nesses casos com ajuda concreta. "O ano passado apoiamos cerca de 25 mil doentes, usamos uns três milhões de euros em apoios financeiros a famílias com doentes oncológicos. Infelizmente estimamos que este ano será pior."
O número de pessoas com cancro tem aumentado todos os anos, há doentes cada vez mais novos e "prevê-se que haja mais famílias com mais dificuldades por causa da situação atual", aumento generalizado de preços e sombras de uma recessão económica sobre o mundo.
Além de todo o tipo de ajudas técnicas, desde as pioneiras cabeleiras postiças até camas articuladas, cadeiras de rodas ou próteses, a Liga ajuda com um pouco de tudo: no pagamento da renda da casa, das contas da água, luz e gás ou a garantir transporte para os tratamentos.
A prevenção e o estudo da doença são outros objetivos que se mantêm há 85 anos. "Em 2025, a Liga financiou 38 projetos de investigação no valor de 700 mil euros", anuncia o comunicado que marca o dia de aniversário.
Tudo financiado por solidariedade, desde o primeiro dia. "Temos mais de 20 mil voluntários espalhados pelos cinco núcleos da LPCC." Os peditórios anuais e as consignações do IRS asseguram um orçamento na ordem dos "cinco ou seis milhões de euros que dão para a atividade": "Somos privilegiados, os portugueses confiam em nós", remata Vítor Veloso.
Pode ajudar a Liga Portuguesa Contra o Cancro quando preencher a declaração de IRS. O NIF é: 500 967 768.