Fumar? Não comeces.


No  Dia Mundial Sem Tabaco, assinalado a 31 de maio, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) lança uma nova campanha nacional de prevenção dirigida aos mais jovens, com o objetivo de sensibilizar adolescentes e pré-adolescentes para os riscos associados ao consumo de tabaco, cigarros eletrónicos e novas formas de consumo de nicotina.

A campanha aposta numa linguagem visual e emocional próxima das gerações mais novas, utilizando referências ligadas ao surf, skate e dança urbana para transmitir uma mensagem clara: é possível afirmar identidade, atitude e confiança sem recorrer ao tabaco.


 A campanha dirige-se sobretudo a jovens entre os 12 e os 18 anos, numa lógica de prevenção primária, evitando a iniciação ao consumo antes da criação de hábitos nocivos. A LPCC pretende alertar para os efeitos do tabaco na saúde e desconstruir a ideia de que os cigarros eletrónicos ou os consumos “sociais” representam alternativas seguras.

O hábitos e os seus efeitos

O consumo de tabaco continua a ser a principal causa de cancro evitável a nível mundial. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o tabaco é responsável por mais de 8 milhões de mortes por ano, incluindo cerca de 1,3 milhões devido à exposição ao fumo passivo.  [1].


O tabaco é um dos agentes que mais contribui para a degradação e aceleração do envelhecimento do organismo. O fumo do cigarro conta mais de 7.000 constituintes tóxicos, dos quais cerca de 70 são potencialmente cancerígenos. 

O Tabagismo é um comportamento aditivo de crianças e adultos jovens 

Apesar da ampla divulgação dos riscos associados a este hábito, a população mais jovem frequentemente desconhece os riscos menos evidentes e os efeitos a longo prazo.

Segundo a OMS, a adolescência constitui um período crítico de vulnerabilidade à iniciação, influenciado por fatores sociais, ambientais e perceções erradas de risco: 
[2-3]:

  •  Encontram-se numa fase de curiosidade e vulnerabilidade à iniciação.

  •  Estão expostos socialmente ao consumo.

  •  Mantêm perceções erradas relativamente ao consumo “ocasional” ou “social”, subestimando o risco de dependência e os efeitos cumulativos da exposição.

Novas formas de Tabaco - O desafio da Mudança

  • Utiliza falsas ideias de segurança, posicionando estes novos produtos dirigida às populações mais jovens (tabaco na forma de gadgets tecnológicos e coloridos).

  • Existe hoje evidência científica de que o tabaco aquecido e os vapes, podem causar doenças semelhantes àquelas provocadas pelos cigarros, para além de outras doenças graves e mortes evitáveis em adolescentes e adultos jovens. [4]

    Todas as formas de tabaco são nocivas e perigosas para a tua saúde! Fumar? Não comeces.


     
    [1] Organização Mundial da Saúde (OMS). (2023). Tobacco Fact Sheet. Genebra: OMS.
    [2] Organização Mundial da Saúde (OMS). (2022). Global Youth Tobacco Survey – Fact Sheets. Genebra: OMS.
    [3]European Commission.(2020). Special Eurobarometer 506: Attitudes of Europeans towards tobacco Publications Office of the European Union. https://gecp.pt/wp-content/uploads/2021/02/ebs_506_en.pdf[4]

      [4] Sociedade Portuguesa de Pneumologia


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