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Impacto económico e psicossocial do cancro da mama



Enquadramento

O cancro da mama é o tipo de cancro mais prevalente nas mulheres portuguesas. Estima-se que sejam diagnosticados mais de 7.000 novos casos de cancro da mama todos os anos, e que cerca de 1.800 mulheres morram da doença.
 
A existência de um programa eficaz de rastreio, originando um diagnóstico mais precoce, tem levado a uma melhoria do prognóstico clínico destas doentes. Sabe-se, no entanto, que a doença impacta todas as componentes da vida das mulheres (sejam doentes ou sobreviventes) – desde a vida pessoal e familiar, à vida profissional.

Não existe, no entanto, evidência baseada em estudos portugueses que nos permita quantificar o impacto psicossocial que esta patologia tem para as mulheres que a enfrentam, nem as consequências económicas para a Sociedade. Este retrato é fundamental para que se definam medidas eficazes com vista à melhoria das condições de doentes e sobreviventes de cancro de mama. 

Neste âmbito, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), entidade de referência nacional no apoio ao doente oncológico e família, realizou um estudo nacional com o objetivo de avaliar o impacto económico e psicossocial do cancro da mama em Portugal.


Metodologia

Estudo transversal e descritivo. A informação foi recolhida através de um questionário elaborado pela equipa da LPCC em conjunto com a MOAI Consulting.

As respostas a este questionário foram obtidas através do website institucional, www.ligacontracancro.pt, tendo sido cumpridos todos os pressupostos de proteção de dados. 

O questionário esteve disponível online entre os dias 29 de março de 2021 e 31 de agosto de 2021. A análise de dados foi elaborada pela MOAI Consulting, em estreita colaboração com a equipa de projeto definida pela LPCC.


Amostra

A amostra foi constituída por 1000 doentes / sobreviventes de cancro da mama, residentes em Portugal. A maioria dos inquiridos são mulheres, sendo que apenas 3 homens participaram neste questionário.

​O preenchimento do questionário foi voluntário, pelo que a amostra obtida poderá não ser representativa da população estudada.

Mais de metade da amostra (63%) tem entre 41 e 55 anos e a maioria (75%) foi diagnosticada entre os 30 e os 49 anos. 82% dos inquiridos foi diagnosticado com doença precoce. Cerca de 72% da amostra está em remissão e apenas 24% está atualmente em tratamento.


Principais Resultados

  • O cancro de mama tem um impacto muito significativo no bem-estar físico dos doentes, na auto-percepção da imagem corporal e na vida sexual dos doentes.​
  • 56% dos doentes tiveram que adiar ou abandonar alguns dos seus projetos de vida. 21% dos inquiridos puseram de parte o sonho de ser mãe ou de ter mais filhos e 20% abandonaram o objetivo de escolher um percurso profissional diferente.
  • Verificou-se ainda que, 43% dos doentes têm dificuldade em dormir quase todos os dias, enquanto 48% sentem cansaço ou fadiga na maioria dos dias. Apesar disso, mais de 53% sente esperança e confiança no futuro quase todos os dias.
  • Relativamente à vida familiar, 87% dos inquiridos referem um impacto moderado ou alto ao nível do stress e ansiedade dos amigos e familiares; ainda assim, mais de metade considera que não há impacto na união e coesão familiar.
  • 41% dos doentes sentiu necessidade de recorrer a apoio psicológico devido à sua doença e destes, metade foi diagnosticada com depressão. ​30% dos doentes em remissão fez alterações na sua vida após saber que a sua doença estava controlada, nomeadamente encarar a vida de forma diferente, adotar um estilo de vida mais saudável ou seguir novos projetos. No entanto, 84% dos doentes em remissão refere sentir um medo moderado a elevado de uma recidiva da doença.
  • Os inquiridos referem que são necessárias medidas que possibilitem / melhorem a sua reintegração na vida profissional, a título de exemplo, mais de 60% menciona uma redução do horário de trabalho.
  • 27% dos inquiridos estão a aguardar há mais de um ano por uma junta médica para a 1ª avaliação com vista à obtenção do atestado multiusos.
  • Estima-se que o impacto indireto do cancro da mama seja de cerca de 1.376,1 milhões de euros por via dos salários: 1.113,3 M€ por via dos doentes que estão de baixa, 14,6 M€ devido às faltas necessárias para idas ao hospital (em doentes que continuaram a trabalhar) e 248,2 M€ pelo absentismo dos cuidadores.​
  • Para além disso, em média cada doente gastou no último ano cerca de 907€ em diversas componentes relacionadas com a sua doença, como consultas no Privado, medicamentos e tratamentos não convencionais.
  • Liga Portuguesa Contra o Cancro é um apoio fundamental para estes doentes, tanto na componente psicológica como no apoio social.







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