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“As lesões oncológicas não desaparecem”. Como reconhecer os sinais de alerta do Cancro da Cabeça e Pescoço
Uma ferida na boca que não cicatriza, um nódulo no pescoço ou uma rouquidão persistente nem sempre são motivo de preocupação. Mas, quando persistemdurante duas a três semanas, podem constituir sinais de alerta para um cancro da cabeça e pescoço.
O diagnóstico precoce continua a ser um dos fatores que mais influencia o prognóstico da doença.
O cancro da cabeça e pescoço engloba um conjunto de tumores que podem surgir em diferentes estruturas desta região anatómica, incluindo a cavidade oral,
a faringe, a laringe, a cavidade nasal, os seios perinasais, as glândulas salivares e a pele da cabeça e do pescoço.
De acordo com o National Cancer Institute (NCI), a maioria destes tumores desenvolve-se nas células escamosas que revestem as membranas mucosas da boca, garganta e laringe, sendo designados por carcinomas de células escamosas da cabeça e pescoço.
Em Portugal, o Registo Nacional Oncológico (RON) registou, em 2019, pelo menos 2.283 novos casos de cancro do lábio, língua, cavidade oral, faringe, cavidade nasal e seios perinasais, glândulas salivares e laringe.
Este número não inclui todas as restantes localizações habitualmente integradas no conceito de cancro da cabeça e pescoço, pelo que a incidência total desta doença é superior. O tumor maligno mais frequente na região da cabeça e pescoço é o carcinoma espinocelular oral, de acordo com o Oral pathology observed in a Portuguese
population, que representa cerca de 90% de todos os casos de cancro oral. Além disso, o cancro da cavidade oral e da orofaringe pode ser considerado o sexto tipo de cancro mais frequente na população masculina.
No panorama internacional, as estatísticas reforçam esta tendência. Uma análise detalhada do NCI, sobre o cancro da cavidade oral e da faringe nos Estados Unidos (EUA), revela que os homens têm o dobro da probabilidade de serem diagnosticados em comparação com as mulheres, sendo o grupo etário dos 65 aos 74 anos o mais afetado. A mesma análise estatística projetava 60.480 novos casos para 2026, nos EUA. Embora os avanços registados nas últimas décadas tenham permitido melhorar o diagnóstico e o tratamento, o momento em que o tumor é identificado continua a ser determinante para o seu prognóstico. Segundo a American Cancer Society, as pessoas cuja doença oncológica é diagnosticada numa fase localizada apresentam, em média, melhores taxas de sobrevivência do que aquelas em que a doença já se disseminou para estruturas próximas ou para outros órgãos. Apesar de o prognóstico depender de vários fatores individuais, estes dados reforçam a importância do diagnóstico precoce.
Os benefícios de um diagnóstico atempado vão além da sobrevivência. O Impact and Quality of Life in Head and Neck Cancer, publicado em 2014, analisa as repercussões do cancro de cabeça e pescoço na qualidade de vida dos sobreviventes e das suas famílias, demonstrando que estes tumores podem comprometer funções fundamentais como a respiração, a fala, a mastigação e a deglutição, o movimento, além de poderem provocar alterações da imagem corporal que afetam a autoestima, as relações sociais e a qualidade de vida. Quanto mais cedo a doença é identificada, maior é a probabilidade de recorrer a tratamentos menos agressivos e de preservar funções essenciais para o quotidiano.
Na entrevista concedida à Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Sul, no episódio 6 do podcast Dois de Conversa, o cirurgião maxilofacial Miguel Vilares reforça precisamente esta mensagem. Para o especialista, mais importante do que decorar uma lista extensa de sintomas é reconhecer quando uma alteração deixa de ser temporária. "As lesões oncológicas não desaparecem. Só mediante tratamento médico", afirma. Por isso, qualquer alteração que persista durante duas a três semanas deve ser observada por um profissional de saúde. Os sinais e sintomas podem variar consoante a localização do tumor. Segundo o National Cancer Institute, os tumores da cavidade oral podem manifestar-se por feridas que não cicatrizam, manchas brancas ou vermelhas, dor ou hemorragia persistente. Já os tumores da faringe e da laringe podem provocar dor ou dificuldade em engolir, alterações da voz, dor de ouvido ou dificuldade em respirar.
Nos tumores da cavidade nasal e dos seios perinasais são frequentes a obstrução nasal persistente, hemorragias nasais e dores de cabeça recorrentes, enquanto os das glândulas salivares podem causar inchaço junto ao maxilar ou sob o queixo, dor persistente e alterações da sensibilidade ou dos movimentos da face.
O Dr. Miguel Vilares alerta ainda para outros sinais que merecem atenção, como hemorragias persistentes na cavidade oral, mobilidade dentária sem causa aparente, mau hálito persistente (fétido) sem causa visível ou alterações súbitas do paladar e do olfato.
Embora estes sintomas não signifiquem necessariamente a presença de cancro, o National Cancer Institute (NCI) salienta que ignorá-los pode atrasar o diagnóstico de uma doença que beneficia claramente de tratamento precoce. A persistência destes sinais é um dos principais critérios que justificam uma avaliação médica.
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do cancro da cabeça e pescoço estão hoje bem identificados. Segundo o NCI, o consumo de tabaco e
de bebidas alcoólicas constituem os principais fatores de risco, sendo que a associação entre ambos aumenta significativamente o risco de desenvolver a doença.
Também a infeção persistente por tipos de alto risco do vírus do papiloma humano (HPV), particularmente o HPV-16, é atualmente reconhecida como um importante fator de risco para o desenvolvimento de alguns cancros da orofaringe. A revisão científica Advances in Prevention, Screening and Early Detection of HPV-Associated Head and Neck Cancers, de 2025, destaca ainda a vacinação contra o HPV como uma das principais estratégias de prevenção primária destes tumores.
Outros fatores podem igualmente contribuir para aumentar o risco, nomeadamente a infeção pelo vírus Epstein-Barr, associada aos tumores da nasofaringe, a exposição solar excessiva - sobretudo para os tumores da pele da face e do pescoço – e a idade, uma vez que estes tumores continuam a ser mais frequentes em adultos mais velhos. Historicamente, também apresentam maior incidência no sexo masculino, embora esta diferença tenha vindo a diminuir ao longo das últimas décadas. Uma boa saúde oral constitui igualmente uma importante medida de prevenção.
Embora uma higiene oral deficiente não provoque diretamente cancro, manter consultas regulares de medicina dentária facilita a identificação precoce de lesões suspeitas.
Segundo o Dr. Miguel Vilares, o médico dentista é muitas vezes o primeiro profissional de saúde a detetar alterações na cavidade oral, permitindo encaminhar precocemente o doente para investigação e tratamento. Apesar dos progressos da investigação na área do diagnóstico precoce, atualmente não existe um método de rastreio validado para o cancro da cabeça e pescoço que possa ser recomendado à população em geral.
Segundo a revisão Advances in Prevention, Screening and Early Detection of HPVAssociated Head and Neck Cancers, a prevenção continua a assentar sobretudo
na redução dos fatores de risco, como cessação tabágica e promoção de práticas sexuais seguras, na vacinação contra o HPV e na sensibilização da
população para reconhecer precocemente os sinais de alerta. O mesmo artigo refere ainda que o diagnóstico de lesões clinicamente suspeitas
é, atualmente, feito através de biópsias e testes moleculares, mas o reconhecimento inicial das lesões continua a depender, na maioria dos casos, da observação clínica e da atenção do próprio doente ou dos profissionais de saúde durante exames de rotina.
Para o Dr. Miguel Vilares, o tratamento destes tumores deve ser encarado de forma multidisciplinar. Além da cirurgia e dos restantes tratamentos oncológicos, considera que o acompanhamento psicológico deveria ser obrigatório. “O doente quando vai a uma consulta onde é detetado um cancro de cabeça e pescoço,devia ter uma consulta de psicologia. E tem-na, mas muitas veze não é no tempo ideal”, afirma. O cirurgião acrescenta ainda que estas consultas devem começar logo no momento do diagnóstico, e não apenas quando o doente demonstra necessidade.
Conhecer os sinais de alerta, evitar os principais fatores de risco, manter uma boa saúde oral e procurar avaliação médica sempre que surjam alterações persistentes continuam a ser as estratégias mais eficazes para favorecer um diagnóstico precoce.
A promoção da prevenção e do diagnóstico precoce faz parte da missão da Liga
Portuguesa Contra o Cancro. Nesse âmbito, a Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Sul promove, ao longo do ano, rastreios gratuitos do cancro da pele em diferentes localidades da sua área de intervenção. Embora estes rastreios não se destinem ao diagnóstico do cancro da cabeça e pescoço, refletem o mesmo princípio: conhecer o próprio corpo, reconhecer sinais de alerta e procurar avaliação médica atempadamente pode fazer toda a diferença.
Fontes
Registo Oncológico Nacional. Registo Oncológico Nacional 2019. Instituto
Português de Oncologia do Porto, em https://ron.minsaude.pt/media/2246/relatorioron_v7.pdf, pág.12.
National Cancer Institute. Head and Neck Cancers. Atualizado em 2026, em
https://www.cancer.gov/types/head-and-neck/head-neck-fact-sheet
National Cancer Institute. Cancer Stat Facts: Oral Cavity and Pharynx Cancer.
Surveillance, Epidemiology, and End Results (SEER) Program, em
https://seer.cancer.gov/statfacts/html/oralcav.html
Entrevista do Miguel Vilares ao podcast Dois de Conversa, episódio 6. Liga
Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Sul. 2025 em
https://www.youtube.com/watch?v=_1D-OoUrbNA
Pereira D, Andrade M, Moreira A, Caramês J, Pojo M, Freitas F. Oral pathology
in a population observed within an oral cancer screening developed in Portugal.
Medicina Oral, Patología Oral y Cirugía Bucal. 2025 em Oral pathology in a
population observed within an oral cancer screening developed in Portugal -
PMC
American Cancer Society. Survival Rates for Oral Cavity and Oropharyngeal
Cancer. 2026.
https://www.cancer.org/content/dam/CRC/PDF/Public/9841.00.pdf
Pereira C, et al. Impact and Quality of Life in Head and Neck Cancer. Revista
de Enfermagem Referência. 2014 em
https://onco.news/index.php/journal/article/view/151
Zahra M, et al. Advances in Prevention, Screening and Early Detection of HPVAssociated Head and Neck Cancers. Viruses. 2025, em
file:///C:/Users/User/Downloads/viruses-17-01339%20(2).pdf
Early Detection and Prevention of Oral Cancer: A Comprehensive Review.
2025, em 877a6bc47fed41d1bf198d7746e05cb4.marked.pd
O cancro da cabeça e pescoço engloba um conjunto de tumores que podem surgir em diferentes estruturas desta região anatómica, incluindo a cavidade oral,
a faringe, a laringe, a cavidade nasal, os seios perinasais, as glândulas salivares e a pele da cabeça e do pescoço.
De acordo com o National Cancer Institute (NCI), a maioria destes tumores desenvolve-se nas células escamosas que revestem as membranas mucosas da boca, garganta e laringe, sendo designados por carcinomas de células escamosas da cabeça e pescoço.
Em Portugal, o Registo Nacional Oncológico (RON) registou, em 2019, pelo menos 2.283 novos casos de cancro do lábio, língua, cavidade oral, faringe, cavidade nasal e seios perinasais, glândulas salivares e laringe.
Este número não inclui todas as restantes localizações habitualmente integradas no conceito de cancro da cabeça e pescoço, pelo que a incidência total desta doença é superior. O tumor maligno mais frequente na região da cabeça e pescoço é o carcinoma espinocelular oral, de acordo com o Oral pathology observed in a Portuguese
population, que representa cerca de 90% de todos os casos de cancro oral. Além disso, o cancro da cavidade oral e da orofaringe pode ser considerado o sexto tipo de cancro mais frequente na população masculina.
No panorama internacional, as estatísticas reforçam esta tendência. Uma análise detalhada do NCI, sobre o cancro da cavidade oral e da faringe nos Estados Unidos (EUA), revela que os homens têm o dobro da probabilidade de serem diagnosticados em comparação com as mulheres, sendo o grupo etário dos 65 aos 74 anos o mais afetado. A mesma análise estatística projetava 60.480 novos casos para 2026, nos EUA. Embora os avanços registados nas últimas décadas tenham permitido melhorar o diagnóstico e o tratamento, o momento em que o tumor é identificado continua a ser determinante para o seu prognóstico. Segundo a American Cancer Society, as pessoas cuja doença oncológica é diagnosticada numa fase localizada apresentam, em média, melhores taxas de sobrevivência do que aquelas em que a doença já se disseminou para estruturas próximas ou para outros órgãos. Apesar de o prognóstico depender de vários fatores individuais, estes dados reforçam a importância do diagnóstico precoce.
Os benefícios de um diagnóstico atempado vão além da sobrevivência. O Impact and Quality of Life in Head and Neck Cancer, publicado em 2014, analisa as repercussões do cancro de cabeça e pescoço na qualidade de vida dos sobreviventes e das suas famílias, demonstrando que estes tumores podem comprometer funções fundamentais como a respiração, a fala, a mastigação e a deglutição, o movimento, além de poderem provocar alterações da imagem corporal que afetam a autoestima, as relações sociais e a qualidade de vida. Quanto mais cedo a doença é identificada, maior é a probabilidade de recorrer a tratamentos menos agressivos e de preservar funções essenciais para o quotidiano.
Na entrevista concedida à Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Sul, no episódio 6 do podcast Dois de Conversa, o cirurgião maxilofacial Miguel Vilares reforça precisamente esta mensagem. Para o especialista, mais importante do que decorar uma lista extensa de sintomas é reconhecer quando uma alteração deixa de ser temporária. "As lesões oncológicas não desaparecem. Só mediante tratamento médico", afirma. Por isso, qualquer alteração que persista durante duas a três semanas deve ser observada por um profissional de saúde. Os sinais e sintomas podem variar consoante a localização do tumor. Segundo o National Cancer Institute, os tumores da cavidade oral podem manifestar-se por feridas que não cicatrizam, manchas brancas ou vermelhas, dor ou hemorragia persistente. Já os tumores da faringe e da laringe podem provocar dor ou dificuldade em engolir, alterações da voz, dor de ouvido ou dificuldade em respirar.
Nos tumores da cavidade nasal e dos seios perinasais são frequentes a obstrução nasal persistente, hemorragias nasais e dores de cabeça recorrentes, enquanto os das glândulas salivares podem causar inchaço junto ao maxilar ou sob o queixo, dor persistente e alterações da sensibilidade ou dos movimentos da face.
O Dr. Miguel Vilares alerta ainda para outros sinais que merecem atenção, como hemorragias persistentes na cavidade oral, mobilidade dentária sem causa aparente, mau hálito persistente (fétido) sem causa visível ou alterações súbitas do paladar e do olfato.
Embora estes sintomas não signifiquem necessariamente a presença de cancro, o National Cancer Institute (NCI) salienta que ignorá-los pode atrasar o diagnóstico de uma doença que beneficia claramente de tratamento precoce. A persistência destes sinais é um dos principais critérios que justificam uma avaliação médica.
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do cancro da cabeça e pescoço estão hoje bem identificados. Segundo o NCI, o consumo de tabaco e
de bebidas alcoólicas constituem os principais fatores de risco, sendo que a associação entre ambos aumenta significativamente o risco de desenvolver a doença.
Também a infeção persistente por tipos de alto risco do vírus do papiloma humano (HPV), particularmente o HPV-16, é atualmente reconhecida como um importante fator de risco para o desenvolvimento de alguns cancros da orofaringe. A revisão científica Advances in Prevention, Screening and Early Detection of HPV-Associated Head and Neck Cancers, de 2025, destaca ainda a vacinação contra o HPV como uma das principais estratégias de prevenção primária destes tumores.
Outros fatores podem igualmente contribuir para aumentar o risco, nomeadamente a infeção pelo vírus Epstein-Barr, associada aos tumores da nasofaringe, a exposição solar excessiva - sobretudo para os tumores da pele da face e do pescoço – e a idade, uma vez que estes tumores continuam a ser mais frequentes em adultos mais velhos. Historicamente, também apresentam maior incidência no sexo masculino, embora esta diferença tenha vindo a diminuir ao longo das últimas décadas. Uma boa saúde oral constitui igualmente uma importante medida de prevenção.
Embora uma higiene oral deficiente não provoque diretamente cancro, manter consultas regulares de medicina dentária facilita a identificação precoce de lesões suspeitas.
Segundo o Dr. Miguel Vilares, o médico dentista é muitas vezes o primeiro profissional de saúde a detetar alterações na cavidade oral, permitindo encaminhar precocemente o doente para investigação e tratamento. Apesar dos progressos da investigação na área do diagnóstico precoce, atualmente não existe um método de rastreio validado para o cancro da cabeça e pescoço que possa ser recomendado à população em geral.
Segundo a revisão Advances in Prevention, Screening and Early Detection of HPVAssociated Head and Neck Cancers, a prevenção continua a assentar sobretudo
na redução dos fatores de risco, como cessação tabágica e promoção de práticas sexuais seguras, na vacinação contra o HPV e na sensibilização da
população para reconhecer precocemente os sinais de alerta. O mesmo artigo refere ainda que o diagnóstico de lesões clinicamente suspeitas
é, atualmente, feito através de biópsias e testes moleculares, mas o reconhecimento inicial das lesões continua a depender, na maioria dos casos, da observação clínica e da atenção do próprio doente ou dos profissionais de saúde durante exames de rotina.
Para o Dr. Miguel Vilares, o tratamento destes tumores deve ser encarado de forma multidisciplinar. Além da cirurgia e dos restantes tratamentos oncológicos, considera que o acompanhamento psicológico deveria ser obrigatório. “O doente quando vai a uma consulta onde é detetado um cancro de cabeça e pescoço,devia ter uma consulta de psicologia. E tem-na, mas muitas veze não é no tempo ideal”, afirma. O cirurgião acrescenta ainda que estas consultas devem começar logo no momento do diagnóstico, e não apenas quando o doente demonstra necessidade.
Conhecer os sinais de alerta, evitar os principais fatores de risco, manter uma boa saúde oral e procurar avaliação médica sempre que surjam alterações persistentes continuam a ser as estratégias mais eficazes para favorecer um diagnóstico precoce.
A promoção da prevenção e do diagnóstico precoce faz parte da missão da Liga
Portuguesa Contra o Cancro. Nesse âmbito, a Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Sul promove, ao longo do ano, rastreios gratuitos do cancro da pele em diferentes localidades da sua área de intervenção. Embora estes rastreios não se destinem ao diagnóstico do cancro da cabeça e pescoço, refletem o mesmo princípio: conhecer o próprio corpo, reconhecer sinais de alerta e procurar avaliação médica atempadamente pode fazer toda a diferença.
Fontes
Registo Oncológico Nacional. Registo Oncológico Nacional 2019. Instituto
Português de Oncologia do Porto, em https://ron.minsaude.pt/media/2246/relatorioron_v7.pdf, pág.12.
National Cancer Institute. Head and Neck Cancers. Atualizado em 2026, em
https://www.cancer.gov/types/head-and-neck/head-neck-fact-sheet
National Cancer Institute. Cancer Stat Facts: Oral Cavity and Pharynx Cancer.
Surveillance, Epidemiology, and End Results (SEER) Program, em
https://seer.cancer.gov/statfacts/html/oralcav.html
Entrevista do Miguel Vilares ao podcast Dois de Conversa, episódio 6. Liga
Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Sul. 2025 em
https://www.youtube.com/watch?v=_1D-OoUrbNA
Pereira D, Andrade M, Moreira A, Caramês J, Pojo M, Freitas F. Oral pathology
in a population observed within an oral cancer screening developed in Portugal.
Medicina Oral, Patología Oral y Cirugía Bucal. 2025 em Oral pathology in a
population observed within an oral cancer screening developed in Portugal -
PMC
American Cancer Society. Survival Rates for Oral Cavity and Oropharyngeal
Cancer. 2026.
https://www.cancer.org/content/dam/CRC/PDF/Public/9841.00.pdf
Pereira C, et al. Impact and Quality of Life in Head and Neck Cancer. Revista
de Enfermagem Referência. 2014 em
https://onco.news/index.php/journal/article/view/151
Zahra M, et al. Advances in Prevention, Screening and Early Detection of HPVAssociated Head and Neck Cancers. Viruses. 2025, em
file:///C:/Users/User/Downloads/viruses-17-01339%20(2).pdf
Early Detection and Prevention of Oral Cancer: A Comprehensive Review.
2025, em 877a6bc47fed41d1bf198d7746e05cb4.marked.pd
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