Porque quem precisa, precisa de nós!

Contribua com o seu donativo
Contra o cancro, todos contamNinguém consegue fazer tudo sozinho.
Faça parte desta equipa.
Inscreva-se como voluntário do peditório da Liga Portuguesa Contra o Cancro que decorre de 28/out. a 1/nov.
Contra o cancro, todos contam.
 
Informações

Sexualidade e Cancro



















​TUDO O QUE QUERIA SABER SOBRE A SUA SAÚDE SEXUAL MAS TEVE RECEIO DE PERGUNTAR.

O cancro por si só, e os seus tratamentos em particular, podem provocar mudanças na sexualidade e na intimidade do paciente. Na prática, porém, a maioria dos profissionais de saúde não discute, proactivamente, as questões sexuais com os pacientes.

Apesar de ser difícil, para quase todos os pacientes e companheiros, falar sobre sexualidade e intimidade, pode ser importante pedir apoio e informação, sobre as possíveis mudanças na sua vida sexual, à sua equipa médica. Assim que o tema for abordado por si, os profissionais de saúde reagirão de forma adequada, tornando o tópico mais fácil de conversar em futuras consultas.

Uma vez que a iniciativa, desta conversa sobre sexualidade, poderá ter que partir de si, este folheto pode ajudá-lo(a) a gerir este assunto. De acordo com a Carta Europeia dos Direitos do Doente, tem o direito de obter todo o tipo de informação sobre o seu estado de saúde, sobre os serviços de saúde e como os utilizar. Para além disso, tem direito a viver com qualidade de vida, incluindo a sua saúde e função sexual, independentemente da sua idade, estado civil e fase da doença.

Os profissionais de saúde devem comunicar todas as informações de forma compreensível para si, ou seja, utilizando linguagem simples. Além disso, o seu médico deve esforçar-se por fornecer um atendimento médico competente e oportuno, com compaixão e respeito pela sua privacidade, dignidade e confidencialidade.


O seu diagnóstico e/ou tratamento do cancro está a afetar a sua saúde sexual? Não está sozinho!

  • Dificuldades relativas à sexualidade, surgem como um dos efeitos secundários mais comuns do diagnóstico de cancro e do seu tratamento. Se está a passar por mudanças físicas, emocionais e sociais que afetam a sua saúde sexual, não está sozinho.
  • Se acha difícil trazer à tona o tema da sexualidade, fale com o seu médico sobre isso.
    Não é o único e isso pode ajudá-lo(a) a libertar-se desse stress. É possível que a sua equipa médica também sinta dificuldades na abordagem desta temática. Pense nas melhores palavras para descrever o que está a sentir ou experienciar e seja o mais objetivo possível.


1 - Quais são os desafios e mudanças sexuais mais comuns, num doente
oncológico?

O cancro e o seu tratamento podem afetar a sua saúde física e mental. Pode encontrar abaixo uma lista de efeitos secundários físicos e emocionais mais comuns e que podem afetar a sua saúde sexual.

EFEITOS FÍSICOS
O cancro e os seus tratamentos podem afetar a sua capacidade física para ter relações sexuais. As mudanças físicas e distúrbios sexuais mais comuns incluem:
  • Nas mulheres: secura vaginal, penetração difícil e/ou dolorosa, estreitamento ou atrofia vaginal;
  • Nos homens: disfunção eréctil, ejaculação precoce;
  • Nos dois géneros: cansaço, infertilidade, perda de desejo, alterações na sensibilidade e capacidade de resposta sexual, relações sexuais dolorosas, perda de sensibilidade nos órgãos sexuais e de capacidade para o orgasmo e / ou satisfação, incontinência urinária ou fecal, estoma, alterações na imagem corporal.

EFEITOS EMOCIONAIS
Como resultado da própria doença ou relacionado com o seu tratamento, poderá sentir alguns efeitos psicossociais:
  • Ansiedade e medo;
  • Angústia e depressão;
  • Isolamento social;
  • Mudanças na autoimagem: baixa autoestima e autoconfiança;
  • Diferentes reações emocionais e sentimentais (mudanças de humor, tristeza, raiva, culpa, vergonha, insegurança e exclusão, incerteza);
  • Alteração ou perturbação na relação com o seu parceiro;
  • Perda de desejo.

2 - Como iniciar uma conversa sobre sexualidade com o seu médico/equipa médica?

Seja solteiro ou não, é importante pedir informações e apoio no que concerne à sua saúde sexual. É particularmente importante questionar antes do início dos tratamentos, pois poderá determinar qual a abordagem mais indicada no seu caso. Antes da consulta, reflita e tome nota de todas as perguntas, problemas e preocupações.

"É natural que eu venha a ter alterações sexuais devido ao tratamento?"
"Quais serão os efeitos secundários, relacionados com a sexualidade, que poderão acontecer durante e após o tratamento?"
"Os efeitos secundários serão permanentes? Desaparecerão naturalmente?"
"É normal que os tratamentos afetem o meu desejo sexual?"
"Será que o meu desejo sexual vai voltar?"
"O que poderei fazer se sentir secura vaginal/disfunção erétil?"
"O que poderei fazer se sentir dor durante a penetração?"
"O que poderá fazer o/a meu/minha parceiro(a) sexual para que eu me sinta mais confortável?"
"De que forma poderá/irá o cancro afetar a minha imagem corporal e saúde sexual?"
"Com quem posso falar, mais detalhadamente, acerca destas questões/preocupações?"
"É possível obter ajuda profissional para problemas sexuais? Onde?"
"Onde posso encontrar informação relevante na Internet?"

3 - Quais são os profissionais de saúde com quem devo falar?

A maioria dos profissionais de saúde pode oferecer conselhos e tratamento que o podem ajudar ou então encaminhá-lo(a) para alguém que ajude a compreender e a lidar com os seus sentimentos ou quaisquer mudanças que sinta. O mais importante é abordar alguém da sua equipa de saúde em quem confia e com quem se sente confortável. Se gostaria de falar sobre questões relacionadas com os efeitos colaterais físicos, comece por consultar o seu médico de clínica geral, oncologista ou enfermeira especializada. Caso necessite de maior suporte emocional e social, peça encaminhamento para um sexólogo ou psicólogo.

Esteja ciente de que a maioria dos problemas sexuais aparecem pouco tempo após o início do tratamento. Neste caso, o seu médico de clínica geral é o primeiro a poder ajudá-lo(a) e encaminhá-lo(a) para um especialista adequado, dependendo do seu problema. Nem sempre encontrará um especialista que seja sensível, facto este que poderá tornar a conversa sobre a sua intimidade e sexualidade desconfortável. Nestes casos, o ideal será conversar com um profissional da área ou tentar encontrar alguém com quem se sinta confortável.

4 - Quais são as entidades que fornecem informações credíveis?

São muitas as entidades associadas ao cancro, organizações de apoio ao doente, associações de profissionais de saúde e hospitais que fornecem informação acreditada e muitas vezes oferecem consultas gratuitas com especialistas e linhas de apoio telefónicas. Pode também consultar sites de outros profissionais especializados, como: sexólogos e psicólogos.
Se sentir dificuldades em encontrar informações fiáveis online, peça ajuda à sua equipa de saúde. Pode começar por procurar sites nacionais/locais:


Conclusões

1. A “sexualidade” pode ter diferentes interpretações para diferentes pessoas e cada um expressa-a de acordo com a sua forma de estar.
2. As necessidades sexuais não desaparecem quando um cancro é diagnosticado, mas podem ter um peso diferente ao longo do percurso e podem exigir ajustes durante as diferentes fases da sua jornada (diagnostico/ tratamento/ pósdoença). Mesmo na última fase (paliativa) as pessoas continuam a ser seres sexuais e podem precisar de contacto íntimo e/ou sexual.
3. A doença e o tratamento podem causar dificuldades e alterações na saúde sexual do paciente. Alguns podem ser temporários, mas outros podem prolongar-se por muito tempo. 4. Cuidar da sua intimidade é muito importante. A masturbação, tal como falar, ouvir, tocar, abraçar e acariciar os outros, pode melhorar a sua saúde mental e facilitar a sua atividade sexual.
5. Pode ser uma boa ideia convidar o seu/a sua parceiro/a para as consultas médicas em que planeia falar sobre os seus problemas e saúde sexual.
6. Amigos, família e outros sobreviventes podem ser úteis para aliviar, pelo menos parcialmente, estes desafios emocionais.
7. A sua saúde sexual é importante, deve por isso cuidá-la. É normal solicitar informação sobre questões sexuais e receber, dos profissionais de saúde, conselhos práticos e apoio emocional.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro, apresenta-se sensível e consciente das necessidades deste tipo de apoio e disponibiliza Consultas de Psico-oncologia gratuitas aos doentes oncológicos e seus familiares.

Marcações: 225 420 689 | 914 193 820 | psico-oncologia@ligacontracancro.pt




Fonte: Association of European Cancer Leagues (ECL) | www.cancer.eu

Página Inicial
Apoios & Parcerias