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ana bela barroco

49 anos Mama, 2009, Doente
Pois é minhas amigas. Não desanimar é a principal terapia. Depois de um dia complicado de trabalhos em casa, enquanto tomava um banhinho, reparei que na minha mama esquerda estava qualquer coisa de anormal. Um pouco alarmada tentei esquecer pensando: “isto não e nada, talvez do esforço!” Mas à noite ao deitar, voltei a apalpar a mama e estava realmente ali o que eu logo imaginei. Dois dias depois, dirigi-me ao centro de saúde, onde fui falar com a minha médica assistente. Ela esteve a examinar-me e disse que realmente havia qualquer coisa, mas para não me alarmar. Daí começaram exames, mamografia, eco mamária, e biópsia de agulha fina. Os resultados finais apresentavam células cancerígenas. Falar da doença hoje não me deixa triste. Pelo contrário, fortalece-me cada vez mais. Aprendi que estamos numa grande luta, podemos com tudo. Posso dizer, com tranquilidade, que em nenhum momento estive só. Tive o apoio de todos: amigos, família, filhos e o meu marido, que foi quem sofreu mais com este pesadelo. Agradeço a Deus a oportunidade que tive de crescer como pessoa, de reaprender a dar o melhor de mim e a ser benevolente com o mundo. Vou aproveitar e deixar aqui os meus agradecimentos. Agradeço a todas as pessoas amigas que estiveram ao meu lado. Elas não me deixaram esquecer que Deus existe e que sempre está ao nosso lado nos bons e maus momentos. Agradeço, especialmente, ao meu marido. Mesmo sentindo medo, ele deu-me a mão e caminhou em todos os momentos ao meu lado. A minha sincera homenagem a todos os que trabalham no IPO, que têm extrema generosidade, bondade e paciência. Se relato este meu ano de 2009 é porque foi um momento menos feliz da minha vida, mas que estou a ultrapassar com ajuda de todos e quero deixar aqui o meu obrigado por tudo o que fizeram por mim.
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