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Andreia Juliana Teixeira Pires

29 anos Colo-Rectal (Intestino), 2010, Familiar
O meu testemunho não tem um final feliz, mas não queria deixar de homenagear a coragem de um pai que mesmo contra todos os diagnósticos nunca acreditou que o fim estava tão próximo. Em 2010, no dia em que eu completava 28 anos, o meu pai foi internado com cancro nos intestinos, 15 dias depois era submetido à primeira operação. O meu pai tinha apenas 52 anos quando a palavra cancro passou a fazer parte do seu dia a dia, mas para ele aquele “bicho” (era assim que ele gostava de chamar ao cancro), não o havia de matar. Meses de quimioterapia, comprimidos e mais comprimidos e o cancro não parava de crescer, mas o meu pai nunca baixou os braços, até os médicos achavam estranho como é que ele andava tão bem. O meu pai tinha uma vontade enorme de viver, ria-se da própria doença e aquilo que ele mais adorava era pegar nos netos e levá-los a passear. Em outubro desse ano o cancro metastizou, e entrou no sistema linfático e, nessa altura, o meu pai foi informado de que poucos meses mais teria, mas não disse a ninguém, continuava a lutar e não desistia de viver. Foi internado em janeiro de 2011 e, mesmo sabendo que estava ali para o pior, ele ia dizendo à minha mãe que em breve ia ter alta. Cinco dias antes de eu fazer novamente anos perdi o homem mais importante da minha vida, o meu pai. Passado quase um ano a dor de o ter perdido passou, mas as saudades, essas aumentam a cada dia que passa. Sei que não é um testemunho feliz, mas nem todas as histórias acabam bem. A todos aqueles que estão a lutar contra o cancro não desistam, pois desistir é meio caminho para que as coisas não corram bem. Força, determinação e coragem para todos aqueles que também não têm um testemunho feliz.
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