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Casimiro Martins

60 anos Melanoma, 2009, Doente
É um dos ditados mais bonitos que todos nós aprendemos e vulgarmente o referimos “O Sol quando nasce, nasce para todos”. Meus caros amigos, é verdade, só que infelizmente muitos de nós ignoramos os seus benefícios e malefícios e depois, mais tarde, arrependemo-nos. Ora eu fui um desses que nunca respeitei o dito sol e, como “amante” da natureza e, sobretudo da praia, era frequente estender o meu ”cabedal” a horas bastantes impróprias, a partir das 11.00 até às 16.00 horas no intuito de apanhar um bronzeado e de fazer inveja a muita boa gente. Frequentava sempre praias de “luxo”, ali ficava a “torrar” até a pele ficar da cor do caranguejo, pois eu sou caucasiano de nascença, quando me apresentava no trabalho, após as férias, até brincava com isso, os colegas admiravam-se das minhas cores e eu dizia que tinha ido ora para as Caraíbas, ora para Cuba, Maldivas, etc. Ao meu redor olhava e reparava que outros, muito mais velhos, me acompanhavam no trabalho de ”purificar e embelezar o corpo”, corpos por vezes “calcinados” em “jovens de 80 e 90 anos” eram para mim um sinónimo de segurança, pois se eles o podiam fazer e o corpo lhes aceitava tais cores, a mim também o poderia fazer. Puro engano meus amigos, eles por lá continuam e eu num simples rastreio (?) fui “apanhado” com um tumor maligno (Melanoma) e esses prazeres que eu julgava infinitos não mais os poderei fazer daquela forma. Escaldões, Sol em horas não aconselháveis, falta de proteção, nunca mais. Hoje felizmente não falta informação neste campo, mas ainda é frequente vermos pessoas adultas e com filhos pequenos a desafiar o astro Sol, pensando que o “mal” só acontece aos outros. Por isso deixo aqui o meu alerta para todos aqueles que gostam de se bronzear e utilizam a praia nas ditas horas impróprias, não só se protejam devidamente, mas utilizem também proteção solar eficaz, usem chapéu de abas largas ou boné e óculos de Sol. Quanto ao meu tumor, o Melanoma, é evidente que o que me levou ao rastreio foi também a minha desconfiança sobre os muitos sinais que se espalharam pelo corpo e um no tórax, que era maligno. Hoje, depois de ter tido muita confiança na equipa médica, ter sido muito otimista, mas sempre ciente da realidade, com muita fé e esperança, foi importante como foi também o saber que o mesmo não se alastrou a outra qualquer parte do organismo foi em si uma enorme satisfação. Por isso também deixo aqui o meu testemunho, sempre que desconfiem de algo de anormal no vosso corpo, sem alarmismos, verifiquem, pois se precocemente for detetável, a esperança de cura é enorme. A caminho de dois anos, é evidente que continuo pelo IPO fazendo regularmente consultas e exames de rotina, ora consultas de dermatologia, tumores ou cirurgia plástica.
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