Voltar

Fátima Bernardo

47 anos Mama, 2007, Doente
Decorridos oito anos, ainda consigo trazer para o papel um percurso duro na sua essência mas repleto de força, a força que nos chega das gargalhadas que se dão, que se deram, que se entregaram e se multiplicaram.Ninguém jamais saberá qual a percentagem de força de que somos feitos. Jamais será possível exigir, esperar, estar preparado para receber tremenda notícia.De repente é como se o mundo parasse, e tentássemos, antes que ele volte a girar, alterar aquela frase “Tem cancro e é muito grave”!A frase não se altera, mas tudo em redor assume contornos diferentes, nítidos na sua verdade, meia que irreal. Fica-se com uma sensação de dormência…A música é também nestas alturas um porto de abrigo seguro, nas palavras e melodia que contem e que parece por instantes fazer parte da nossa dor. Passei a festejar em silêncio, na maioria das vezes, várias datas, como se de um aniversário se tratasse.Digo uma frase que arrepia: "Diverti-me no IPO...", "Como é isso possível?", dizem os poucos que têm coragem. É a essa possibilidade que teimo em chamar esperança.Há uma alegria genuína que é possível sentir, neste caminho, feita da tal força que me fez viver, lutando com uma gargalhada de surpresa a cada instante.Todos podemos acreditar.
Voltar

Outros Testemunhos

  • Em Dezembro de 2015 fui fazer os meus exames de rotina como todos os anos faço.Ía descontraída, nada indicava que algo não...Maria Silva, 44 anos, Mama, 2015Ler mais
  • Olá. Eu também já lutei contra o cancro da mama, hoje sou uma vencedora pois já passaram 5 anos e dia 23 soube da grande notícia: já fazia parte do...Anónimo, 47 anos, Mama, 2007Ler mais
  • Após uma consulta de rotina de ginecologia, e consequente mamografia, foi-me diagnosticado carcinoma da mama no dia 27 de julho de 2012. Esse dia foi, sem...Cristina Caeiro, 41 anos, Mama, 2012Ler mais
  • Olá a todos! No final de 2010, durante um auto-exame da mama detetei um alto bastante volumoso no meu peito direito. A primeira coisa que fiz em janeiro...Raquel Vieira, 31 anos, MamaLer mais
  • Em fevereiro de 2011, foi-me diagnosticado cancro da mama. Nunca pela cabeça me passou que iria morrer, não podia, tenho duas filhas e um marido...Ana Rosa, 44 anos, Mama, 2011Ler mais
  • Foi graças a esta Instituição que hoje estou viva. Em 2006 fui chamada para o rastreio e foi-me detetado um nódulo, mas esse foi só tirar e felizmente...Beatiz xavier, 50 anos, Mama, 2007Ler mais
Apoios & Parcerias