Voltar

Fernanda Malanho

39 anos Linfoma Não Hodgkin, 1999, Doente
A 11 de setembro de 1999, após uma entrada no Hospital com uma dor torácica, foi-me diagnosticado, após algumas horas de exames, linfoma não Hodgkin, situado no coração, metástases na omoplata que me privava de movimentos. Após cirurgia apenas para remoção do nódulo no pescoço e limpeza na axila, acordei com a fria notícia de cancro, o meu mundo parecia desabar, 10 a 20% de hipóteses! As minhas angústias e interrogações duraram apenas 1 dia, baixar os braços não era para mim, vou concentrar-me nos 80%. Não, prefiro os escassos 20% de força, determinação e força positiva. Os tratamentos de quimioterapia não foram fáceis, os exames permanentes e rotineiros já se tornavam uma maçada, a minha teimosia levou-me a fazer a radioterapia também durante 1 mês. Já quando a quimioterapia parecia não dar resultados, transplante de medula? Isso assusta, mas a vida é feita de altos e baixos e pedras que se cruzam no nosso caminho. Há que pensar positivo, ao fim de 6 longos e angustiantes meses, debilitada física e já quase mentalmente, finalmente a boa notícia! Não havia evolução e podia finalmente respirar de alívio, foram ainda meses longos de recuperação, ainda estou com vigilância de 6 em 6 meses mas neste ano em que julgava não chegar aos meus 30 anos de vida, com a força e determinação, coragem e apoio da família, marido, filha que na altura tinha 6 anos e os amigos: aqui estou! Ainda mais cheia de garra, força e uma energia brutal que ninguém pára! Vivo apenas um dia de cada vez, não antecipo problemas e dou mais valor a quem me rodeia! Força e coragem a todos aqueles que julgam que tudo se perdeu... afinal ganha-se muito! Que os anjos vos protejam.
Voltar

Outros Testemunhos

  • Olá, eu tive um linfoma-marginal no pescoço. No início, foi difícil aceitar o diagnóstico, mas por incrível que possa parecer, as primeiras palavras...luis frazao, 45 anos, Linfoma Não Hodgkin, 2007Ler mais
  • Lembro-me perfeitamente... Memórias não me faltam... Mas, atualmente, raramente penso nelas... Não sinto necessidade! O meu único objetivo aqui e agora...Susana, 41 anos, Linfoma Não Hodgkin, 2004Ler mais
  • Hoje vivo uma vida normal: tenho 33 anos, estou na faculdade, trabalho e tenho três maravilhosos filhos. Mas, em 2008 (na época tinha 24...Ediléia Marcão, 33 anos, Linfoma Não Hodgkin, 2008Ler mais
  • O medo.Resumidamente, a essência do cancro é o medo. O cancro mata e isto não há como negar, mas o medo corroí-nos por...Fábio Fonseca, 24 anos, Linfoma Não Hodgkin, 2018Ler mais
  • Partilho este capítulo da minha vida com todos aqueles, que no desfolhar do livro das suas vidas, lhes foi diagnosticado um cancro. Palavra que nos abala e...Barbara Machado, 25 anos, Linfoma Não Hodgkin, 2010Ler mais
  • Em novembro de 2006, após sentir há vários dias um enorme cansaço, realizei várias exames e foi-me diagnosticado um linfoma esplénico (não-Hodgkin)....Isabel, 47 anos, Linfoma Não HodgkinLer mais
Apoios & Parcerias