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Fernanda Maria Simões

46 anos Mama, 2005, Doente
(...) Estava envolvida num projecto profissional intenso em Lisboa, faltava-me tempo para parar e pensar... Mas estava muito assustada com o nódulo no peito que tinha crescido nos últimos dias e decidi finalmente ir ver o médico de família, com a convicção reforçada de que tinha chegado a hora de fazer a 1ª mamografia aos 40 anos! O médico de família, sentiu o nódulo e reparou no mamilo ligeiramente encovado, diferente do outro, da mama direita. Com um ar preocupado e grave, deu-me uma requisição para a mamografia (...) O médico disse-me que tinha que prosseguir a minha vida como todas as outras. Que o percurso dos tratamentos era longo e penoso, mas tinha que ser forte e acreditar na cura. Disse-me também que devia contar muito com a ajuda da família e amigos e que tinha que começar imediatamente os tratamentos... (...) Estamos condenados a viver o bom e o amor intensamente, mas expostos igualmente a exaltados sacrifícios? (...) Com esta doença, busco a sageza de quem sabe esperar por melhores momentos, para acolher o que o acaso me consagra.
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