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Laura Castanheira

38 anos Colo-Rectal (Intestino), 2006, Familiar
Sou testemunha não só de cancro colorretal como de cancro no cérebro. O meu pai teve a sorte de morrer com qualidade no IPO (tumor cerebral), mas até esse período, que foi de 1 ano (2007/8), vivi com ele o diagnóstico, operação, a sua "melhora", o coma, o seu despertar, o esquecer, o presente, o passado, as sua dores, vi-o "morrer" diariamente. Minha mãe, cancro colorretal. Vi a sua luta por não aceitar a doença, a sua luta por se achar menos bela, por ter vergonha de sair à rua, foi uma luta de 5 anos, mas que no fim nos deixou com muita saudade (...). Tenho várias experiências das quais tirei "proveito" durante estes anos com os meus pais, mas a mais importante foi aprender dizer bem alto "cancro", pois só assim foi possível, eu e os restantes filhos entenderem, e até explicarmos aos nossos filhos que também viveram os últimos momentos de "lazer" e "prazer" que estes tiveram. Novamente, a equipa do IPO superou no caso do meu pai tudo o que eu previa. Da minha mãe, agradeço ao médico que a acompanhou nos últimos dias, sempre sensível com ela e com a nossa situação. Sim, porque a situação tambem é nossa.
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