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SOFIA MARLENE LAVOURA FERNANDES
30 anos Mama, 2011, Doente Em outubro de 2010 deixei de tomar a pílula para ter outro filhote. Passados alguns dias, no meu trabalho, que era ser operadora de ordenha, senti uma dor na zona da axila. De manhã não liguei à dor, de noite, quando fui trabalhar, senti a mesma dor e então no banho estive a verificar (…). Quando passei a mão do peito senti um caroço, não liguei porque há 2 anos atrás tinha aparecido e o meu antigo médico disse para não me preocupar, que tudo o que doía não era grave. Bem, desta vez pensei que era igual, fui deixando andar e continuei a tentar engravidar. Fui à ginecologista mas ela não examinou o peito. Em janeiro de 2011 fui a uma consulta com a nova médica de família para pedir exames por causa da gravidez. O meu marido falou sobre o peito, ela pediu para fazer os exames necessários e então foi aí que tudo começou. Os exames já davam bi rad 5, ela reencaminhou para o IPO. Não entrei em choque porque já conhecia a doença por amigas. Na família não tinha nada de cancro, mas o que tem que se ser é muito forte. No dia 27 de abril comecei a fazer quimioterapia forte porque o meu nodulo já estava perto de 6 cm e com uma grande lesão. (…) A 27 de outubro fui operada. Correu bem, encarei bem o meu corpo, não foi fácil mas tinha que encarar bem. (…) No meio disto tudo, a queda do cabelo foi o menos, não me custou porque hoje estou com tantos caracóis e com os cabelos lindos, o meu filho que agora tem 7 anos fez-se um homenzinho e o meu marido foi exemplar. Apesar de ter perdido um feto de poucos dias derivado aos exames que fiz e de agora não poder ter mais nenhum porque entrei na menopausa sem ser nada provocado, dou a minha atenção a eles os dois, porque com esta doença fiquei a dar valor à vida, a ser feliz, mesmo nos momentos maus que hoje passo (…). Fica o meu conselho: mesmo novas temos que ter atenção ao nosso organismo. Alguma coisa de diferente, ir ao médico. Não esperem que desapareça como eu fiz. Se eu tivesse ido a tempo não tinha passado pelo sofrimento. Posso dizer que sofri em felicidade, com garra. Fica aqui o meu testemunho (…). Muita força.
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